Tropicalismo, 50 anos de um marco na cultura brasileira

Política, moral e comportamento também fizeram parte das mudanças advindas da Tropicália

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O movimento tropicalista reuniu diferentes manifestações artísticas em meio à ditadura civil-militar, iniciada em 1964. Se expressou através das artes plásticas, cinema e teatro, mas recebeu maior destaque com a música, tendo como principais representantes Caetano Veloso, Torquato Neto, Gilberto Gil, Gal Costa, entre outros artistas.

Assim, diante da sua importância para a cultura brasileira, o Diálogos na USP desta semana aborda os 50 anos da Tropicália. O programa teve a participação do professor Celso Fernando Favaretto, autor do livro Tropicália: Alegoria, Alegria, e do musicólogo Zuza Homem de Mello, também apresentador do Playlist do Zuza, ao ar na Rádio USP.

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O início do movimento foi alvo de questionamento durante o programa. O crítico Zuza Homem de Mello considera que o grande marco do tropicalismo foi em 1968, com a gravação da música Tropicália, de Caetano Veloso. Por outro lado, o professor Favaretto acredita que: “Sob o ponto de vista da estética, podemos dizer que Alegria, Alegria e Domingo no Parque, já têm alguma coisa de tropicalismo”, se referindo ao Festival da Record de 1967, quando as canções foram apresentadas. Para ele, as composições também trazem uma nova forma de se repensar a cultura brasileira – um dos pilares do movimento.

Ambos concordam quanto ao fato dessa intervenção na música ter promovido uma série de outras manifestações. “A área de teatro, bem como a de cinema, integram-se em volta da música e acabam dando ao tropicalismo um aspecto único em termos de movimento cultural dentro da música brasileira”, afirma Zuza.

Para saber mais informações sobre a Tropicália, ouça os áudios acima.

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