Selic tem menor nível desde 1986, mas “spread” bancário ainda cresce

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O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu pela 10ª vez consecutiva a taxa básica de juros, a Selic. O corte foi de 0,5% e agora a taxa é de 7%, a menor já registrada desde 1986.

Segundo o doutor em Economia e professor de MBA na Escola Politécnica (Poli) da USP, José Nicolau Pompeo, apesar da queda de 54% em comparação ao dezembro anterior (a taxa era de 15,23%), a taxa adicional, denominada spread bancário, ainda é alta e aumentou em relação a 2016 – de 31,96% para 35,43%, Isso se deve à inadimplência e baixa recuperação do crédito. Dessa forma, os lucros bancários são altos, mas o investimento produtivo acaba sendo custoso.

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A respeito de projeções para 2018, Pompeo destaca que os números apontam para pequenas melhoras. No entanto, a instabilidade política do ano eleitoral vai inviabilizar uma retomada econômica imediata. Para o professor, bons resultados virão de fato em 2019, a partir de um novo presidente com um plano de governo para a economia.

Além disso, o especialista comenta que o grande problema econômico do País é o tamanho da dívida pública brasileira, que já chega a 80% do PIB e possui juros elevados.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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