Reforma do ensino médio é autoritária

Para especialista em educação, a postura adotada pelo governo não seria comum nem durante a ditadura militar

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A reforma do ensino médio tem gerado polêmica desde que foi sancionada como Medida Provisória (MP) pelo presidente Michel Temer. Dentre as mudanças previstas estão a flexibilidade na escolha de disciplinas e o incentivo ao ensino em período integral. Lisete Arelaro, professora e ex-diretora da Faculdade de Educação, presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação e pesquisadora na área de políticas públicas em educação, faz duras críticas ao projeto do governo.

Foto: Cecíla Bastos/USP Imagens

A pesquisadora conta que foi com surpresa que os especialistas da área souberam da MP, pois desde 2014 trabalhavam, em diálogo com estudantes e o restante da sociedade, em um projeto de lei para reestruturar o ensino médio. Lisete lembra que nem durante o período da ditadura civil-militar, entre 1964 e 1985, uma atitude deste tipo seria comum por parte do governo. Para a especialista, a reforma representa um retrocesso e suas medidas desqualificam a educação do jovem, que já deixa a desejar. Ela é especialmente incisiva quanto ao incentivo ao ensino a distância e duvida que as escolas brasileiras estejam minimamente preparadas para ofertar o período integral e as disciplinas optativas.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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