Propagandas criam alternativas para o consumidor

Apesar de estarem mais conscientes, brasileiros ainda cometem erros comuns no planejamento financeiro

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Parte 1

Parte 2

Nesta semana, o Diálogos na USP reflete sobre a postura dos consumidores brasileiros diante da recessão econômica. Desde a influência da propaganda no desejo de comprar até a educação financeira, que ajuda no planejamento do orçamento familiar, são diversos os  fatores que pesam para a escolha do que entra ou não no carrinho de compras.

Para o professor Rodrigo de Losso da Silveira Bueno, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, ao contrário de ser vilã, a propaganda é um material informativo que as pessoas devem usar para saber consumir melhor. “Em tempos de crise, a propaganda é importante para o consumidor encontrar produtos alternativos e mais baratos”, diz o professor.

Heliodoro Teixeira Bastos Filho, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, lembra que esse é um bom momento para as marcas atingirem públicos específicos, já que as redes sociais criam canais diretos de comunicação com os usuários. Por outro lado, as grandes marcas podem encontrar mais dificuldade em atingir grandes públicos. “O famoso comercial de 30 segundos não empolga mais, tem que ser interessante para virar viral na internet”, aponta Teixeira.

Da esquerda para a direita, os professores Heliodoro Teixeira Bastos Filho (Dorinho), da ECA, Rodrigo De Losso Bueno, da FEA, e o jornalista Marcelo Rollemberg – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

Saber aproveitar as oportunidades que surgem no mercado, no entanto, é uma tarefa que exige preparação. “O erro mais comum do consumidor é comprar sem fazer conta, sem saber o que pode gastar”, explica Losso, que também é criador do Serviço de Orientação Financeira (SOF) da FEA. Algumas dicas do professor são aproveitar as promoções e não confiar muito no cartão de crédito, preferindo as compras à vista, com desconto.

Afinal, como coloca o professor Teixeira, a propaganda não precisa mais ensinar os consumidores sobre como consumir um produto: os brasileiros não são mais tão ingênuos.

Ouça, acima, a íntegra do programa Diálogos na USP.

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