Diagnóstico de morte encefálica recebe critérios mais rígidos

Conselho Federal de Medicina exige profissional mais bem capacitado e amplia especialistas habilitados ao exame

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O Conselho Federal de Medicina anunciou mudanças nos critérios sobre o diagnóstico de morte encefálica. Até então, apenas neurologistas poderiam realizar o exame, além de ser exigida a avaliação por parte de outro médico da mesma especialidade e uma prova complementar.

A partir de agora, profissionais de outras especialidades poderão atuar para realizar o diagnóstico –  são eles: neurocirurgiões, neuropediatras, médicos intensivistas e os de urgência. No entanto, será necessário comprovar a capacitação para realizar a avaliação. O médico deve ter pelo um ano de experiência em tratar pacientes em coma e participado de, no mínimo, dez avaliações de morte encefálica.

Segundo o neurologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HCFM) da USP Marcelo Calderaro, as novas determinações procuram preencher lacunas existentes nas normas anteriores, promovendo maior segurança a um diagnóstico importante. Além disso, ele comenta que a mudança permitirá maior oferta de profissionais habilitados a realizar o procedimento.

O especialista explica como funciona a dinâmica hospitalar para doação de órgãos. Há a necessidade de uma equipe específica que trate desse assunto com a família após comprovação da morte encefálica. Para que haja doação, é necessária a autorização dos familiares.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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