Prêmio Novos Talentos para o Alimento Sustentável recebe inscrições

Esalq é uma das realizadoras do prêmio. Primeiro lugar no ano passado foi conquistado por doutoranda da USP

Por - Editorias: Universidade
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Propostas para a produção sustentável de alimentos já podem ser enviadas ao Prêmio Novos Talentos para o Alimento Sustentável – Brasil, que tem a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP como uma das realizadoras.

Podem participar estudantes de mestrado, mestres, estudantes de doutorado e doutores que tenham menos de 35 anos de idade, em 22 de novembro deste ano. As inscrições devem ser realizadas pelo site do prêmio até o dia 31 de outubro.

Serão premiados trabalhos em duas categorias: Pecuária Carbono Neutro e Agregação de Valor Cadeias da Agricultura – Indústria, Comércio e Serviços. O primeiro lugar de cada categoria receberá R$ 15 mil. A iniciativa é do Instituto Fórum do Futuro e da Rede de Fomento para a Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF).

Em 2014, o grande vencedor foi o Projeto Fertilibac, liderado por uma aluna de pós-graduação da Esalq, com um trabalho com rizobactérias encontradas nas raízes de uma planta amazônica que apresentam grande potencial de estimular a produtividade da soja e do milho.

Leia a entrevista sobre o prêmio dada pelo jornalista Fernando Barros ao repórter da Divisão de Comunicação da Esalq, Caio Albuquerque.

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Fernando Barros: “A agricultura tropical sustentável é a maior saga da história brasileira e precisa ser contada” | Foto: Gerhard Waller

O Prêmio Novos Talentos é uma iniciativa do Fórum do Futuro. Fale um pouco sobre o Fórum.
Fernando Barros (FB): O Fórum é uma entidade sem fins lucrativos. Quando surgiu, quatro anos atrás, entendemos que não havia nenhuma agência do setor de alimentos trabalhando o diálogo com a sociedade. Esse é o nosso espaço, existem temas sensíveis e precisamos romper com a barreira urbano-rural. Em 1950, 66% dos brasileiros moravam no campo. Em 2020 serão menos de 10% e depois ficará no meio rural só a tecnologia. O mundo é urbano e não trabalhamos na projeção do rural para a cidade, nós trabalhamos na linguagem da cidade e falamos em alimentos e não em agricultura. A população quer saber se somos socialmente corretos e o processo é correto.

Então o Fórum apresenta um discurso inovador?
FB: O fórum precisou reconstruir o discurso, apresentar nossos resultados de forma que a sociedade entenda. O plantio direto é uma das maiores revoluções na área ambiental na história da agricultura, mas se perguntarmos em Ipanema o que é plantio direto ele não tem noção desse conceito. É um conceito técnico que não migra para o ambiente urbano.

O Prêmio Novos Talentos está portanto em sintonia com esse propósito?
FB: Esse é um desafio enorme, já lançamos o prêmio em maio, nos EUA. Na primeira edição, o trabalho vencedor foi daqui da Esalq, de autoria da então doutoranda Bruna Durante Batista. Precisamos valorizar as conquistas vindas da ciência e por isso precisamos quantificar, qualificar e comunicar de forma interativa de forma que a sociedade perceba o valor da ciência, da tecnologia e da inovação. O prêmio é uma forma de aproximar a sociedade urbana da Universidade e valorizar o conhecimento produzido aqui dentro em um formato compreensível, e essa é uma mensagem global. A agricultura tropical sustentável é a maior saga da história brasileira e precisa ser contada. E essa iniciativa é uma das formas de fazê-la.

Quais são as novidades desta nova edição?
FB: Esta nova edição está dividida em duas frentes, Américas, em uma parceria com o Banco Mundial, e Brasil. Esta última vem subdividida nas categorias Pecuária carbono neutro e Agregação de valor indústria, comércio, serviços. Os trabalhos já podem ser submetidos e todas as informações estão no endereço www.premionovostalentos.com.

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