USP Analisa discute tecnologia e terceira idade

Em 2030 a pirâmide demográfica do Brasil sofrerá uma inversão, ou seja, a população de idosos vai superar a de jovens. Mas será que o País está se preparando adequadamente para essa mudança?

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Carla da Silva Santana e Marina Soares Bernardes – Foto: Gabriel Soares

Em 2030 a pirâmide demográfica do Brasil sofrerá uma inversão, ou seja, a população de idosos vai superar a de jovens. Mas será que o País está se preparando adequadamente para essa mudança? E de que forma as novas tecnologias podem ter um papel positivo na vida desse público? Para fazer uma reflexão sobre isso, o USP Analisa desta semana entrevista a professora do curso de Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Carla da Silva Santana, e a doutoranda do Programa de Pós-graduação Interunidades em Bioengenharia da USP, Marina Soares Bernardes.

Segundo Carla, não existem políticas públicas preventivas para a população idosa, elas geralmente são feitas em resposta a algum problema. “Podemos dizer que o idoso está mais participativo atualmente. Ele tem ocupado mais os espaços públicos e participado com frequência de programas voltados a ele. Porém, não participa ativamente na elaboração de políticas públicas. Nesse ponto, ele ainda é muito passivo”, explica a professora.

Um dos assuntos que serão abordados no programa é o Projeto de Inclusão Digital do Idoso (PIDI), desenvolvido pela FMRP-USP, que surgiu a partir de atendimentos a idosos pela área de Terapia Ocupacional. Marina, que integra o projeto há seis anos, retirou dele a ideia para sua dissertação de mestrado. “Monitoramos 150 idosos que precisam manusear aparelhos como glicosímetro, monitores de pressão ou frequencímetros e verificamos as principais dúvidas que eles tinham. Isso é importante porque mostra que esses idosos estão monitorando a própria saúde em casa e tomando decisões sobre isso”, conta a doutoranda.

A gerontecnologia, ciência que cuida da questão tecnológica no bem-estar de idosos em todas as áreas da vida, será outro foco da discussão. A USP Ribeirão Preto é uma das pioneiras no estudo dessa temática e em 2016 realizou um congresso que reuniu 400 estudiosos e interessados no assunto. “No Brasil, tecnologias voltadas, por exemplo, à mobilidade, resumem-se em cadeiras de rodas, sempre empurradas por alguém, ou bengalas. No exterior, há uma gama bem mais variada de tecnologias adaptadas aos idosos”, diz Carla.

O programa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP.

Por Thais Cardoso, do IEARP

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