O Brasil está cometendo suicídio coletivo na pandemia, afirma colunista

Segundo Marília Fiorillo, a sociedade está cometendo suicídio coletivo e tendo a morte calculada pela ausência de políticas públicas efetivas de combate ao vírus

 05/03/2021 - Publicado há 8 meses

Na coluna Conflito e Diálogo desta semana, Marília Fiorillo discute a grave situação da pandemia no Brasil. Para a professora, a sociedade está cometendo suicídio coletivo e ela lamenta a ausência de políticas públicas de combate ao vírus. O Brasil já conta com mais de 260 mil vidas perdidas e 10 milhões de casos confirmados.

Conforme Marília, o Brasil está morrendo de morte calculada. E esse filme de horror ganha a cada dia novos capítulos, com Unidades de Terapia Intensiva (UTI) lotadas e pessoas morrendo asfixiadas em filas de espera. Os índices de contágio e morte disparam e formam-se correntes de orações com pessoas ajoelhadas em torno de hospitais pedindo um milagre. “Muito se fala, com razão, da responsabilidade da autoridade maior do País, da ausência de políticas sanitárias, não se comprou vacina a tempo, não se testou em massa, chamou-se os usuários de máscaras de maricas. O Brasil está morrendo também por suicídio”, afirma.

Para a colunista, o Brasil está morrendo de meias medidas. As vacinas em quantidade e velocidade suficientes vão demorar, apesar de o País ter uma capacidade via Sistema Único de Saúde de imunizar até um milhão de pessoas por dia. O lockdown, medida que seria a mais eficaz no momento, de acordo com especialistas, é feito de forma parcial e, no fim, não resolve a situação: “Isolamentos parciais são inócuos, além de chegarem tarde. Chamar um lockdown de parcial é a mesma coisa de dizer que uma mulher está meio grávida. Um absurdo lógico. Ou se instaura um lockdown já, para valer, ou não haverá covas nesta terra”, finaliza Marília.


Conflito e Diálogo
A coluna Conflito e Diálogo, com a professora Marília Fiorillo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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