Morte de George Floyd inflama insatisfação contra a injustiça

Marília Fiorillo comenta que manifestação ultrapassa barreira de luta antirracista para se transformar em um símbolo de solidariedade capaz de inflamar lutas contra a injustiça no mundo

Além de causar tristeza pelo ato cruel realizado, a morte de George Floyd, nos Estados Unidos, desencadeou protestos contra a desigualdade e injustiça ao redor do mundo. Na coluna Conflito e Diálogo desta semana, a professora Marília Fiorillo detalha situações envolvendo o crime com Floyd. Em um momento de pandemia, as últimas palavras dele “não consigo respirar” podem ser uma metáfora para um vírus que não nos deixa respirar e, de acordo com Marília, este contexto pode ter ajudado a inflamar ainda mais os protestos, que já contam com quase 10 mil prisões.

“A indignação deflagrada por um episódio escabroso de racismo, na pátria da Ku Klux Klan, transbordou da luta justa contra o ódio racial para uma justa raiva, até então contida, contra a brutalidade da polícia, a desigualdade, o desemprego e o descaso das autoridades”, explica a professora. Ela comenta que Floyd se tornou mais do que um ícone da luta antirracista, tornou-se um símbolo de solidariedade capaz de inflamar muita insatisfação legítima daqueles que só querem dizer uma palavra: “Basta!”.

Ouça a íntegra da coluna no player acima.


Conflito e Diálogo
A coluna Conflito e Diálogo, com a professora Marília Fiorillo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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