Saúde Sem Complicações #47: Causas e sintomas da amigdalite podem ocorrer na infância até seis vezes por ano

A inflamação, geralmente resultado de infecções virais ou bacterianas, tem sintomas comuns de “dor de garganta”, mas não dispensa diagnóstico diferencial

Jornal da USP
Saúde Sem Complicações #47: Causas e sintomas da amigdalite podem ocorrer na infância até seis vezes por ano
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O podcast Saúde Sem Complicações desta semana recebe Edwin Tamashiro, professor de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP para falar sobre amigdalite. Na entrevista, o professor explica o que é a infecção, quais são suas causas e como é o tratamento da amigdalite.

Causas da amigdalite

As amígdalas, adianta Tamashiro, estão localizadas na orofaringe (parte da garganta localizada atrás da boca), protegendo o organismo contra agentes nocivos externos, principalmente na infância. Quando ocorre a inflamação dessas estruturas, tem-se a amigdalite, causada mais comumente por vírus ou por bactérias.

As duas formas de amigdalite, citadas pelo professor, acontecem por contágio direto entre as pessoas, através de partículas de saliva ou aerossóis. Na infância, é comum que a infecção ocorra até seis vezes por ano, consequência, principalmente, de quadros virais. Mas, ao longo da vida, esses episódios tendem a diminuir. O professor ainda informa que alguns problemas de saúde podem ocasionar a amigdalite recorrente.

Sintomas da amigdalite

Dores e inflamações na garganta são sintomas gerais da infecção. Mas, segundo Tamashiro, os médicos devem ficar atentos para outras manifestações, como tosse, rouquidão, febre, coriza, obstrução nasal e inflamação dos gânglios, verificando sua intensidade e evolução, para determinar se a amigdalite é viral ou bacteriana.

Tratamento e prevenção da amigdalite

Para a amigdalite viral, explica, são indicados analgésicos comuns, como a dipirona e o paracetamol. Anti-inflamatórios não esteroidais, como o ibuprofeno, higiene nasal com soro, descongestionantes sistêmicos ou tópicos, além de hidratação, repouso e boa dieta, são outros recursos indicados para tratar a amigdalite, mas sempre com receita e orientação médica. 

Para os casos bacterianos, além de utilizar as mesmas medidas do quadro viral, é preciso também o uso de antibiótico em algumas situações específicas, informa o professor, adiantando, no entanto, que “infecção bacteriana não é sinônimo de antibiótico”, já que, em muitos casos, o tratamento com as medicações sintomáticas é suficiente. Tamashiro também explica ao ouvinte em quais casos acontece a retirada das amígdalas.

Em relação aos quadros virais da amigdalite e até alguns quadros bacterianos, como são o caso das bactérias do tipo pneumococo, as vacinas são a única forma de prevenção. E, no dia a dia, é importante manter os hábitos de higiene pessoal.   

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