Ciência USP #12: Um quebra-cabeça genômico

Os melhoristas de plantas usam as informações sobre o genoma das espécies para desenvolver cultivares de forma mais dirigida, selecionando características que os tornem mais produtivos ou mais resistentes ao clima, por exemplo. Hoje, cientistas e engenheiros agrônomos já conhecem o genoma do arroz, do milho, do trigo e de muitas outras espécies. Mas o genoma da cana-de-açúcar continua sendo um desafio. E mais: uma pesquisa em filologia resgatou a história de duas supostas bruxas do século 18.

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Ciência USP #12: Um quebra-cabeça genômico
Ciência USP

 
 
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Os melhoristas de plantas usam as informações sobre o genoma das espécies para desenvolver cultivares de forma mais dirigida, selecionando características que os tornem mais produtivos ou mais resistentes ao clima, por exemplo. Hoje, cientistas e engenheiros agrônomos já conhecem o genoma do arroz, do milho, do trigo e de muitas outras espécies. Mas o genoma da cana-de-açúcar continua sendo um desafio. Tanto é que demorou cerca de 20 anos para serem publicados primeiros sequenciamentos.

A professora Maria Anne van Sluys, do Instituto de Biociências (IB) da USP, colaborou com dois grupos internacionais que publicaram montagens do genoma da cana em 2018. Ela contou ao Ciência USP que montar o genoma dessa planta tão conhecida é um desafio porque ele é ainda mais complexo do que o genoma humano.

Um dos principais fatores que contribuem para essa complexidade é o fato de que a cana-de-açúcar é um organismo poliploide. Isso significa que o genoma da planta é organizado não em pares de cromossomos, como é o nosso caso, mas em conjuntos de oito, dez ou até 12 cópias de cromossomos.

Os trabalhos publicados no ano passado não conseguiram montar um genoma completo, com todas essas cópias de cromossomos. Por isso, Gabriel Margarido, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, não considera que o sequenciamento da cana-de-açúcar seja um problema resolvido. Ele trabalha com genômica funcional e bioinformática e explicou que, apesar das lacunas que ainda existem nos estudos sobre a planta, novas tecnologias já levaram a avanços importantes.

E também neste episódio…

A filologia é uma ciência que trabalha que trabalha com fontes históricas escritas. Os pesquisadores dessa área investigam a forma como um texto foi criado pelo autor, o que inclui o tipo de papel, a tinta, as abreviaturas e aspectos da língua escrita. Trabalhando com documentos da Igreja Católica, uma pesquisadora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP resgatou a história de duas mulheres paulistas que foram acusadas de bruxaria no século 18.

Ficha técnica

Apresentação: Silvana Salles
Produção: Silvana Salles e Marcelo Canquerino
Redação: Silvana Salles e Ivanir Ferreira
Edição de som: Rafael Simões, Aline Rabelo e Paulo Calderaro

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