Reitor participa de CPI da Assembleia Legislativa sobre violência sexual contra estudantes

Também participaram da audiência a diretora da FFLCH e coordenadora do Escritório USP Mulheres, Maria Arminda do Nascimento Arruda, e o superintendente de Prevenção e Proteção Universitária, José Antonio Visintin

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Esta foi a oitava reunião da CPI, que foi instituída no início de julho – Foto: Reprodução

O reitor da USP, Vahan Agopyan; a diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e coordenadora do Escritório USP Mulheres, Maria Arminda do Nascimento Arruda; e o superintendente de Prevenção e Proteção Universitária, José Antonio Visintin, participaram, no dia 10 de setembro, da sessão da CPI da Assembleia Legislativa sobre Violência Sexual Contra Estudantes de Ensino Superior.

A pauta do encontro, realizado por videoconferência, girou em torno das ações adotadas pela instituição para coibir eventuais casos de violência sexual na Universidade. A CPI foi implementada no início do mês de julho deste ano e já ouviu os reitores da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), Sandro Roberto Valentini, e da Universidade de Campinas (Unicamp), Marcelo Knobel.

Logo no início de sua apresentação, Agopyan destacou que, em 2015, a USP foi uma das dez universidades mundiais escolhidas para integrar o projeto Impacto 10x10x10, desenvolvido pelo movimento “ElesPorElas” (HeForShe, em inglês) da UN Women, instituição da Organização das Nações Unidas dedicada a projetos na área de igualdade de gêneros e empoderamento das mulheres.

O projeto Impacto 10x10x10 foi lançado no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), e reúne 30 líderes mundiais em três setores – público, privado e academia. As universidades foram selecionadas a partir de critérios baseados em sua reputação ética, excelência no serviço público, relevância e alcance global e boa vontade para usar sua influência para comandar e inspirar mudanças no ensino superior.

A USP é a única universidade latino-americana a participar do grupo, composto pela Universidade de Georgetown (Estados Unidos), Universidade de Hong Kong (China), Universidade de Leicester (Reino Unido), Universidade de Nagoya (Japão), Universidade de Oxford (Reino Unido), Sciences Po (Paris), Universidade de Stony Brook (Estados Unidos), Universidade de Waterloo (Canadá) e Universidade de Witwatersrand (África do Sul).

A primeira iniciativa da Universidade ao ingressar no projeto foi a criação do Programa USP Mulheres, inicialmente coordenado pela professora da Faculdade de Medicina, Lilia Blima Schraiber. No ano seguinte, em 2016, foi inaugurado o Escritório USP Mulheres.

O Escritório desenvolve ações e projetos voltados para a igualdade de gênero e empoderamento feminino na Universidade. Além de realizar palestras, treinamentos, campanhas de conscientização e pesquisas, o escritório também faz parte de uma rede de acolhimento a vítimas de agressão e assédio, formada por outros serviços da USP, coletivos e órgãos públicos.

A coordenadora do Escritório, Maria Arminda do Nascimento Arruda, ressaltou que “a conquista da igualdade de gênero passa por uma mudança cultural, com a transformação de valores e instituição de novas práticas, e no enfrentamento das desigualdades”. Dentre outros temas, a docente falou sobre as campanhas lançadas pelo Escritório durante o período da pandemia de covid-19: “A USP Unida pela Igualdade de Gênero” e “A USP ‘Mete a Colher’ na Violência Doméstica”.

O superintendente de Prevenção e Proteção Universitária, José Antonio Visintin, apresentou as medidas de segurança adotadas em todos os campi , como a implementação de um sistema de monitoramento e de câmeras, o treinamento da Guarda Universitária, a implementação do aplicativo Campus USP e a parceria com a Polícia Militar.

Visintin afirmou que, desde 2015, não é registrado nenhum caso de violência sexual na Universidade e a realização de festas nos campi está proibida, bem como o consumo de bebida alcoólica.

A audiência foi presidida pela deputada Damaris Moura e contou com a participação dos deputados Arthur do Val, Marina Helou, Tenente Nascimento e Valéria Bolsonaro.

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