Dirigentes discutem gestão administrativa e acadêmica da USP

Na reunião, realizada na Sala do Conselho Universitário, no dia 28 de junho, foram debatidos temas como a admissão de novos professores doutores, denúncias de casos de violência contra mulher, ingresso de novos alunos de graduação e orçamento.

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A reunião, que contou com a presença de 80 dirigentes, foi conduzida pelo vice-reitor Vahan Agopyan (à esq.) e o reitor Marco Antonio Zago

Na reunião, realizada na Sala do Conselho Universitário, no dia 28 de junho, foram debatidos temas como a admissão de novos professores doutores, denúncias de casos de violência contra mulher, ingresso de novos alunos de graduação e orçamento.

Cerca de 80 dirigentes da Administração Central, Unidades, Institutos Especializados e Museus  estavam presentes ao encontro. Essa foi a décima edição da reunião, que tem sido promovida pela Reitoria com os dirigentes desde 2014.

O reitor Marco Antonio Zago deu início ao encontro anunciando que a Universidade retomará as admissões de professores doutores, que estavam suspensas desde fevereiro de 2014.

“A suspensão das contratações foi uma necessidade. Caso contrário, hoje não teríamos condições de pagar os salários dos servidores em dia. Felizmente, tomamos medidas preventivas para evitar que isso ocorresse”, destacou o reitor.

Zago explicou que as admissões terão início a partir de janeiro de 2017 e serão feitas de forma escalonada durante os anos de 2017 e 2018. Serão utilizadas duas abordagens para a concessão das vagas.

A primeira delas priorizará as necessidades mais urgentes de ensino dos cursos de graduação. Até o fim de agosto, os diretores deverão encaminhar para a Reitoria uma listagem com a solicitação para admissão de novos professores doutores. Nessa listagem, deverá constar, em ordem de prioridade, para qual departamento e para qual atividade de ensino os cargos serão direcionados.

A segunda abordagem privilegiará a pesquisa. Os Departamentos que receberem bolsistas do Programa “Jovem Pesquisador”, desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), no período de maio de 2016 a janeiro de 2018, poderão pleitear uma vaga para concurso. A previsão é que sejam concedidas 65 vagas, das quais 25 serão reservadas para Departamentos que já estão com pesquisas em andamento.

Também deverão ser concedidas vagas, a partir de janeiro de 2017, para admissão de docente no Departamento do coordenador de cada um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fapesp ligados à USP, atendendo o compromisso assumido pela Reitoria quando da assinatura das propostas para esse programa.

Violência contra mulher

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“Precisamos mudar a cultura machista, o que é uma tarefa difícil”, afirmou a coordenadora do escritório USP Mulheres, Eva Blay

Outro tema abordado durante a reunião dos dirigentes foi sobre as ações desenvolvidas na Universidade no que se refere a denúncias de casos de violência contra as mulheres. O assunto foi apresentado pela coordenadora do Escritório USP Mulheres, Eva Blay.

O escritório é iniciativa criada pela Universidade para integrar o movimento “ElesPorElas” [HeForShe], desenvolvido pela ONU Mulheres, instituição das Nações Unidas dedicada a projetos na área de igualdade de gêneros e empoderamento das mulheres. A USP foi uma das dez universidades mundiais escolhidas para fazer parte desse movimento, sendo a única universidade latino-americana selecionada.

O Escritório USP Mulheres está sediado na Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira”, em São Paulo, e é responsável pela coordenação do relacionamento entre a Administração da Universidade e a comunidade universitária e pela proposição e implementação de iniciativas e projetos voltados para a igualdade de gêneros.

“Precisamos mudar a cultura machista, o que é uma tarefa difícil. Cada uma das Diretorias deve criar um grupo de direitos humanos ou uma ouvidoria, por exemplo, aos quais os estudantes possam recorrer e nos quais sejam recebidos de forma sensível”, considerou Eva.

Alguns dirigentes informaram que projetos desse tipo já estão sendo desenvolvidos, como, por exemplo, na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), na Faculdade de Medicina (FM), no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) e – em fase de implantação – no campus de Ribeirão Preto.

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O pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes, destacou que, este ano, houve aumento de 45% no número de vagas destinadas à seleção do Sisu

Ingresso na graduação

O ingresso de novos alunos em 2017 foi o tópico abordado pelo pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes. Serão oferecidas 11.072 vagas, 15 a mais do que o ano passado, em função de reformulação de vagas na Escola de Comunicações e Artes (ECA) e no Instituto de Matemática e Estatística (IME).

Segundo Hernandes, até o momento, do total de vagas oferecidas, 8.901 serão para a seleção da Fuvest e 2.171 serão destinadas ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), 45,8% a mais do que o ano passado. Dessas vagas, 512 serão para ampla concorrência; 1.332 para estudantes que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas; e 327 para alunos oriundos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI). O assunto ainda deve passar por deliberação do Conselho Universitário.

“O vestibular não deve ser visto como único instrumento para selecionar os melhores alunos. Essa modificação, de termos mais uma porta de entrada, foi um progresso enorme, que deve se refletir em uma inclusão maior”, afirmou o reitor.

Situação financeira

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Segundo o coordenador da Administração Geral, Rudinei Toneto Júnior, a USP deve encerrar o ano de 2016 com deficit de R$ 868 milhões

Dados sobre a situação financeira da Universidade foram apresentados aos Diretores pelo Coordenador de Administração Geral (Codage), Rudinei Toneto Júnior.

A USP deve encerrar o ano de 2016 com deficit de R$ 625 milhões, o que representa R$ 82 milhões a mais do que o inicialmente previsto no orçamento da Universidade. Isso se deve, principalmente, à queda de 3,44% nos repasses do Governo do Estado, ocasionada pela diminuição da arrecadação do ICMS.

Para o coordenador, a situação só não é mais preocupante por conta das medidas para o reequilíbrio financeiro da USP já adotadas, como a redução, entre 2014 e 2016, de 12% nas despesas de pessoal e 46% nas despesas de outros custeios e investimentos.

Segundo ele, com esse deficit previsto, haverá necessidade da adoção de novas providências de contenção e de revisão das prioridades de despesas, para as quais foi solicitada aos dirigentes a apresentação de propostas.

(Fotos: Ernani Coimbra/ Matéria atualizada em 06/07/16)

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