“A USP não é uma universidade de ensino a distância”, afirma reitor

Em entrevista à Rádio Eldorado, Carlos Gilberto Carlotti Junior falou, entre outros temas, sobre a retomada das aulas presenciais em março

 23/02/2022 - Publicado há 2 anos     Atualizado: 10/03/2022 as 16:45
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Em entrevista à Rádio Eldorado, concedida no dia 23 de fevereiro, o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior falou sobre o início do primeiro semestre dos cursos de graduação no dia 14 de março, que deverá ser retomado no formato presencial, e afirmou que “essa volta tem de ser feita com segurança. Vamos incorporar algumas metodologias que foram utilizadas durante o período da pandemia que não utilizávamos antes. Nosso objetivo é ter, em 2022, um ensino melhor do que fizemos em 2019”.

“Todas as nossas instalações deverão estar funcionando de forma presencial, com acesso às nossas bibliotecas, às nossas salas de aula, aos nossos laboratórios de ensino e de pesquisa. A USP não é uma universidade de ensino a distância. Nosso foco é o ensino presencial. É isso que nossos alunos estão querendo e precisando, e nosso corpo docente também”, disse.

Carlotti também falou sobre o orçamento da Universidade. “Hoje a situação é de bastante equilíbrio. Podemos fazer uma gestão não com foco na gestão financeira, como fomos obrigados nos últimos anos, mas realmente tratar das nossas atividades-fim, de melhorias na graduação, na pós-graduação e na pesquisa”, considerou.

O reitor abordou a questão da obrigatoriedade da vacina da covid-19 para as atividades presenciais na Universidade e citou que a comunidade universitária pode fazer o cadastro dos comprovantes da vacinação no aplicativo do E-card.

Em relação à criação de bancas de identificação racial dos ingressantes, Carlotti explicou que “a ideia é que façamos essa identificação entre o vestibular e o ingresso do aluno. O objetivo é simplificarmos o processo, evitarmos esse processo durante o curso [como ocorre hoje quando há suspeita de fraude] e darmos tranquilidade aos nossos alunos. A Unesp e a Unicamp já realizam isso. Não temos ainda o modelo montado. Temos um grupo de professores discutindo esse assunto, e acho que essa é uma tendência da Universidade”.

Outros temas que fizeram parte da pauta da entrevista foram a questão da valorização da ciência e o enfrentamento ao negacionismo, a preocupação com a diversidade entre os professores e o muro de vidro da raia olímpica.

Ouça, a seguir, a íntegra da entrevista.


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