Nova série de concertos reúne músicos do Brasil e do exterior

“Série Internacional de Música USP” começa nesta quinta-feira, dia 14, às 12h30, na Cidade Universitária

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A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP será a sede da Série Internacional de Música USP, que promoverá concertos mensais entre março e novembro deste ano – Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

Artistas internacionais consagrados no cenário mundial, tocando em parceria com alguns dos mais expressivos músicos brasileiros, é o que apresenta a nova Série Internacional de Música USP – SIM-USP 2019. Iniciativa da Escola de Comunicações e Artes (ECA), em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) e a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP, a série conta com o apoio do Istituto Italiano di Cultura, do Consulado da Hungria, da Embaixada da Áustria e da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano. Sob a curadoria do pianista Eduardo Monteiro, professor e diretor da ECA, e da clarinetista Mônica Lucas, também professora da ECA e diretora artística do Conjunto de Música Antiga da USP, estão previstos oito concertos mensais, de março a novembro, acompanhados de minipalestras introdutórias. A entrada para todos os concertos é gratuita.

János Palojtay (piano), Philipp Scheucher (piano), Hermann Schreiner (violoncelo), André Micheletti (violoncelo) – Foto: Divulgação / SIM-USP

A estreia da série acontece nesta quinta-feira, dia 14, às 12h30, na Sala Villa-Lobos da BBM, trazendo o pianista húngaro János Palojtay, que chamou a atenção de músicos como András Schiff e Dmitrij Bashkirov, dos quais recebeu convites para participar de academias de verão com bolsa integral, e premiado em vários concursos, como o 1º Concurso Internacional Chopin, o Prêmio Gundel de Arte e o Prêmio Bíró Sári Memorial, em Budapeste, sua cidade natal. No programa, as 15 Canções componesas húngaras Sz. 71, de Bártok; Bénédiction de Dieu dans la solitude, de Liszt; Images, vol. I, de Debussy; e Balada nº 4,  op. 52, de Chopin.

Muito comum em conservatórios e nas próprias universidades, a série musical era uma vontade antiga na USP, como afirma o professor Eduardo Monteiro, que a idealizou, ao lado da professora Mônica Lucas. “Surgiu muito por acaso em um jantar em que a Mônica sentou ao lado do presidente do Istituto Italiano di Cultura. Foram muitas conversas até a apresentação de uma proposta”, relata o professor. O contato inicial resultou na vinda de dois músicos italianos. A partir daí os curadores pensaram em ampliar os contatos e procuraram consulados e embaixadas, “que estão apoiando a vinda dos artistas internacionais”, acrescenta Mônica.

“A série tem a premissa de trazer jovens músicos que estão despontando no cenário internacional e que já conquistaram prêmios importantes em suas áreas, com exceção do já consagrado violinista Manfredo Kraemer”, informa Monteiro. “Os músicos que estão vindo são premiados, o que credencia ainda mais os artistas”, ressalta.

Programação universitária e de formação

Em sentido horário, a partir do alto, à esquerda, Paulo Henes (violino), maestro William Coelho, Conjunto de Música Antiga e Joelle Perdaens (violino) – Foto: Divulgação / SIM-USP

Entre os convidados internacionais estão os violinistas Manfredo Kraemer (Argentina), considerado “um dos violinistas barrocos mais influentes e distintos da atualidade”, segundo a BBC, e Joëlle Perdaens (Bélgica), professora de música de câmara barroca e violino barroco da Universidade Católica Argentina; os pianistas Luca Buratto (italiano, vencedor do prêmio Honens em 2015) e Philipp Scheucher (austríaco, segundo lugar na competição da Universidade da África do Sul, em Pretória, 2016) e o violoncelista Hermann Schreiner (argentino, primeiro violoncelo do Conjunto de Música Antiga da USP e da Orquestra Estável, da Argentina).

Destaque também para a vinda da soprano americana Kindra Scharich, que em março integra o elenco da ópera Today It Rains, da Ópera Parallèle, em São Francisco, elogiada pela crítica americana por sua “vitalidade exuberante” e “precisão técnica destemida”.

Os artistas nacionais são o pianista Ricardo Ballestero (doutor em Música pela Universidade de Michigan e professor da USP), os violinistas Alejandro Aldana (spalla da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo desde 2018) e Paulo Henes (diretor artístico da Orquestra Arte Barroca), e o violoncelista André Micheletti (duplo doutorado em violoncelo e violoncelo barroco pela Indiana University, e atualmente professor do Departamento de Música da USP em Ribeirão Preto), além do Conjunto de Música Antiga da USP, grupo formado por músicos especialistas em instrumentos históricos, sob a direção do maestro William Coelho. No repertório das apresentações, obras de Stravinsky, Vivaldi, Bach, Camargo Guarnieri e Beethoven, entre outros compositores.

Na sequência, da esquerda para direita, Alejandro Aldana (violino), Luca Buratto (piano), Kindra Scharich (mezzo soprano), Ricardo Ballestero (piano) e Manfredo Kraemer (violino) – Foto: Divulgação/SIM-USP

Segundo o professor Eduardo Monteiro, é uma série de altíssimo nível realizada com poucos recursos. “Tem muita gente boa que vai fazer solos e outros tocando com artistas nacionais, muitos deles que foram alunos do Departamento de Música da ECA e estão em uma carreira promissora”, completa. “A série inteira é muito bacana e o intercâmbio é uma ideia presente nos concertos”, afirma a professora Mônica. Monteiro ainda diz que é uma série de caráter universitário e de formação de plateia. “Em 2016, quando estava na direção da Osusp (Orquestra Sinfônica da USP), começamos a fazer os ensaios abertos às sextas-feiras e havia poucas pessoas, mas hoje a sala fica lotada”, lembra, referindo-se aos ensaios realizados pela orquestra no Centro de Difusão Cultural (CDI) da USP, na Cidade Universitária, em São Paulo.

Para ampliar o público, segundo o professor, é preciso divulgação, qualidade do evento e entrada gratuita, como é o caso da Série Internacional de Música USP, que acontecerá mensalmente, sempre às quartas-feiras (somente a abertura será realizada na quinta), no horário de almoço, em um “espaço bonito, que é a sala da BBM”, como define a professora Mônica. E, adianta, já está sendo preparada a segunda edição da série.

A apresentação de estreia da Série Internacional de Música USP acontece nesta quinta-feira, dia 14, às 12h30, na Sala Villa-Lobos da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP (Rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária, em São Paulo). Entrada grátis. A programação completa e mais informações estão disponíveis neste link

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