Aracy Amaral é homenageada com exposição no Itaú Cultural

Professora da USP escreveu primeira obra sobre Tarsila do Amaral e dirigiu o Museu de Arte Contemporânea

Por - Editorias: Cultura
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Ouça no link acima entrevista da professora Aracy Amaral no programa Via Sampa, da Rádio USP.

Homenagem traz primeiros textos jornalísticos de Aracy, escritos sobre diversas edições da Bienal de São Paulo e destaques de seus trabalhos como curadora – Foto: André Seiti/Divulgação

Começa dia 22 de julho e vai até 27 de agosto a Ocupação Aracy Amaral, no Itaú Cultural, em São Paulo. A exposição presta homenagem e relembra a trajetória da curadora, pesquisadora, gestora, crítica, historiadora, jornalista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. A curadoria é de Regina Teixeira de Barros, ao lado da equipe do Itaú Cultural.

A homenageada conversou com a jornalista Miriam Ramos, da Rádio USP, sobre a mostra. Na entrevista, falou sobre a curadoria da Ocupação, o início da sua carreira no jornalismo e a importância da pesquisa em sua trajetória.

Aracy Amaral, que tem hoje 87 anos, é professora aposentada de História da Arte da FAU, onde trabalhou até 1990. Graduada em Jornalismo, escreveu críticas de arte e apresentou colunas no rádio sobre o tema.

Mergulhando no campo da pesquisa, realizou mestrado em Filosofia e doutorado em Artes, também na USP. Em 1975, publicou Tarsila – Sua Obra e Seu Tempo, primeiro livro biográfico sobre a artista plástica, sua parente indireta. Ainda nos estudos sobre Modernismo, escreveu as obras Artes Plásticas na Semana de 22 e Blaise Cendrars no Brasil e os Modernistas.

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Dirigindo o MAC eu pude fazer uma pesquisa e apresentar uma grande exposição de Ismael Nery, outro modernista que sempre tinha me atraído muito” – Foto: André Seiti/Divulgação

Diversificando seus interesses e objetos de pesquisa, Aracy mapeou a influência da arquitetura hispânica na capital e em algumas cidades do interior em A Hispanidade em São Paulo. Dedicou-se também à investigação do engajamento político na arte brasileira com o livro Arte para quê? A preocupação social na arte brasileira – 1930-1970.

Além da trajetória acadêmica, Aracy também se dedicou à gestão de instituições de arte. Foi diretora da Pinacoteca do Estado de São Paulo de 1975 a 1979, com uma gestão marcada pelo interesse em aproximar a sociedade do museu, com a criação de cursos e oficinas. Esteve à frente também do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, entre 1982 e 1986. No campo da curadoria, Aracy já atuou em mais de 50 mostras.

“Foi a pesquisa que se tornou o eixo de toda a minha atividade profissional, em toda a minha vida”, reflete Aracy. Segundo a professora, todas as suas atividades subsequentes surgiram da dedicação à investigação. “A partir da minha atividade com a pesquisa é que decorre o meu trabalho como museóloga, seja na Pinacoteca, seja no MAC, seja como autora de livros de pesquisa sobre arte no Brasil”, explica.

Por outro lado, as experiências como gestora também serviram para estimular novos estudos. “Dirigindo o MAC eu pude fazer uma pesquisa e apresentar uma grande exposição de Ismael Nery, outro modernista que sempre tinha me atraído muito”, exemplifica.

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Foi a pesquisa que se tornou o eixo de toda a minha atividade profissional, em toda a minha vida” – Foto: André Seiti/Divulgação

A homenagem do Itaú Cultural é dividida em três eixos: Jornalismo e Crítica, Gestão e Curadoria e Pesquisa. O visitante tem acesso aos primeiros textos jornalísticos de Aracy, seus escritos sobre diversas edições da Bienal de São Paulo e destaques de seus trabalhos como curadora. Depoimentos em vídeo de colaboradores e da própria Aracy também estão na mostra. Junto da ocupação acontece a reedição de A Hispanidade em São Paulo, cuja única edição data de 1981 e hoje só é encontrada em sebos.

A Ocupação Aracy Amaral abre em 22 de julho e segue até 27 de agosto no Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149, próximo à Estação Brigadeiro do Metrô, em São Paulo, telefone 11 2168-1777). As visitas acontecem de terça a sexta-feira, das 9 às 20 horas, e aos sábados, domingos e feriados, das 11 às 20 horas. A entrada é gratuita.

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