Spread bancário no Brasil segue em alta

País tem um dos maiores spreads do mundo; melhora do mercado de crédito é uma das razões do desempenho, segundo “Boletim de Crédito” de dezembro de 2019

Em outubro de 2019 o spread bancário médio, diferença entre os juros que os bancos pagam a quem investe e os juros que cobram de quem faz um empréstimo, ficou em 19,2%. Para pessoas jurídicas foi de 9,2% e para pessoas físicas 25,6%. É o que aponta o Boletim de Crédito de dezembro de 2019, coordenado pelo professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP.

A tendência de alta do spread desde o início de 2019 pode ser explicada pela melhora no mercado de crédito e, devido a isso, maior inadimplência, explicam os pesquisadores Francielly Almeida e Marcelo Lourenço Filho.

A taxa média de juros no País fechou em 2,59% ao mês em outubro de 2019; para pessoas jurídicas ficou em 1,36% e 3,42% ao mês para pessoas físicas. Para o crédito livre, a tendência é de queda nas taxas de juros. Já para os recursos direcionados as taxas são mais altas para pessoas jurídicas devido aos financiamentos imobiliários.

As operações de crédito no Estado de São Paulo tiveram resultado positivo em setembro de 2019, com crescimento de 6,8% quando comparado ao mesmo mês de 2018. A mesma situação não aconteceu para a Região Metropolitana de Ribeirão Preto, Campinas e Araraquara, onde as operações de crédito recuaram.

Por: Maria Paula Soeltl.

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