Projetos da Agência USP de Inovação batem recordes

Para coordenador da Auspin, novidade será a capacitação de propriedade intelectual para docentes e doutorandos

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O Momento USP Inovação desta semana, com participação de Verônica Lopes, da Agência USP de Inovação (Auspin), conversou com o professor Antônio Marques, coordenador da Agência USP de Inovação, o qual realizou um balanço do cenário de inovação e empreendedorismo na USP em 2018, analisando as perspectivas sobre o contexto atual e já projetando os desafios para o próximo ano.

Segundo o professor Marques, os trabalhos desenvolvidos contribuíram para que a Universidade mantivesse o seu caráter inovador. A Auspin atua para manter e cuidar dos trabalhos feitos na USP, registrando patentes, marcas e direitos autorais. “Uma das demandas que existiam nesta parte de produção intelectual, que não aparecem por não serem números muito vistosos, era para a USP se adequar ao novo código de Acesso ao Patrimônio Genético. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) demandou muito da nossa sessão para saber quais das nossas patentes anteriores tinham o Acesso ao Código Genético. Foram 270 exigências este ano”.

O setor de transferência de tecnologia, que é responsável pelo desenvolvimento de negociações e formalizações de contratos de licenciamento, criou sete licenciamentos. O professor explica e interpreta o número: “Pode parecer um número pequeno, mas é um recorde na Universidade de São Paulo. E existe uma chance clara de aumentarmos para oito. Em termos de porcentagem de depósito intelectual, este ano a gente teve 15% do número que seriam os depósitos licenciados. Esse número também é um recorde. As receitas também foram um novo recorde: a nominal foi de quase R$ 3,5 milhões”. Os convênios tramitados dentro da Agência foram em torno de 330, levando R$ 196 milhões a entrarem para grupos de pesquisas por meio deles.

O empreendedorismo, responsável por ajudar a levar o conhecimento da academia para a sociedade por meio de tecnologia, teve como destaque o lançamento de um portal que coleta e organiza dados da Universidade relacionados ao empreendedorismo e a inovação. Segundo o professor, são cerca de 850 empresas cadastradas.

Projetando o cenário para o próximo ano, o professor Marques diz que o ritmo deve continuar e que surgirão novidades no cenário universitário. “A gente quer uma universidade plenamente inovadora e conectada com a sociedade. A Agência USP de Inovação tem um duplo trabalho. Um deles é processual, mais burocrático, como processar as atividades intelectuais. Mas ela também tem um trabalho acadêmico que é estimular o empreendedorismo, capacitar nossa sociedade com propriedade intelectual, estimular novas ações. Por isso, criamos uma série de programas. Vamos ter capacitação de propriedade intelectual para docentes, pós e doutorandos. Estamos nos juntando à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, à Pró-Reitoria de Graduação e à Pró-Reitoria de Pós-Graduação para um grande programa de empreendedorismo social que vai ser lançado.”

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