Para colunista, País precisa mexer mais na base do ensino

Para corrigir desigualdade salarial, Brasil precisa aumentar qualidade dos ensinos fundamental e médio antes de pensar no superior

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Pode parecer óbvio que melhores salários e empregos sejam alcançados por cidadãos com boa formação educacional. Mas, no Brasil, a educação superior oferece salário 100% maior que o nível técnico e até 150% maior que o nível médio, diferença considerada muito grande pelos economistas. Os dados são de levantamento recente do Insper e da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP.

Ao analisar esses números na coluna Reflexão Econômica desta semana, o professor Luciano Nakabashi diz que essa diferença salarial é grande quando comparada com a de países mais desenvolvidos. E que, mesmo com a expansão do ensino superior a partir dos 1990, com faculdades particulares e as universidades públicas no governo Lula, essa diferença vem prevalecendo.

O professor lembra que existem evidências de que a desigualdade de empregabilidade e nível salarial tenha aumentado no período de crise econômica e afetado principalmente as pessoas mais pobres. E, para diminuir essa desigualdade, “não adianta nada aumentar o acesso ao ensino superior sem aumentar a qualidade dos ensinos fundamental e médio”.

Enfatiza que a qualidade é ainda pior no ensino médio e que é preciso “dar condições para que essas pessoas cheguem à faculdade e consigam aproveitar o ensino superior”. O Brasil, segundo Nakabashi, precisa mexer muito mais na base do ensino para depois pensar no acesso ao nível superior.

Ouça acima na íntegra a coluna Reflexão Econômica.

 

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