Jornalistas ainda são alvos de agressões

Os últimos acontecimentos evidenciam uma onda de violência contra essa categoria

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As recentes atividades contra a imprensa ao redor do mundo mostram que a violência contra jornalistas ainda persiste. O assassinato do jornalista saudita, Jamal Khashoggi, crítico do atual governo de seu país, o pacote de explosivos deixado na sede da rede americana de televisão CNN em Nova York e os diversos ataques contra jornalistas brasileiros durante a cobertura das eleições de 2018 são alguns dos recentes episódios.

Para Bruno Paes Manso, jornalista e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP, o jornalismo serve como uma espécie de contrapeso de poder das instituições democráticas. “Por isso, fica muito sujeito a sofrer represálias e a ser odiado por quem exerce o poder” explica.

Jornalistas – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

De acordo com o pesquisador, no Brasil há muita violência contra o exercício da profissão nas cidades do interior, pois a liderança local costuma executar um poder de mando na base dessa violência. Contudo, também ressalta uma mudança desse quadro, que vem também se expandindo para as grandes cidades “Tudo isso está mudando agora, durante as eleições a gente tem visto como o jornalismo passou a ser questionado e como os jornalistas passaram a ser ameaçados com mais frequência.”

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo documentou 141 casos de violência e ameaças contra jornalistas no País somente durante a campanha eleitoral deste ano. Paes Manso lembra que muitos costumam fazer uma confusão na hora de ler uma notícia que não lhes agradam. “O jornalista, que é o meio que passa a mensagem, muitas vezes é confundido com a mensagem”, e completa: “O jornalista está fazendo jornalismo quando ele fala o que as pessoas não querem que seja publicado”.

Ouça no link acima a íntegra da entrevista.

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