Cresce preocupação com o uso exagerado de celulares

Fabricantes de aparelhos e sistemas operacionais incluem ferramentas de alertas para quem fica constantemente conectado

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Quantas horas por dia seu celular fica na palma de sua mão? Há quantos minutos ou horas sua rede social foi consultada? Os seus grupos de WhatsApp exigem muita atenção?

“Há uma adesão que pode ser excessiva”, alerta o professor Christian Dunker. O pesquisador do Instituto de Psicologia da USP se refere a “uma nova forma de controle digital que envolve tanto a localização do celular quanto a necessidade de ter o telefone atendido”.

Usuário lendo notícias no celular – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

E os jovens, no caso, seriam os mais prejudicados ao renderem-se a “usos radioativos dessa tecnologia”. Justamente porque, observa o psicanalista, integram uma “primeira geração” nascida sob a influência de celulares e redes sociais.

Segundo Christian Dunker, essa combinação leva ainda a uma “dependência de monopolização por um único ou por discursos muito fechados”. O receio maior é com opiniões “que incitam sempre o mesmo tipo de afeto: ódio ou inveja”, exemplifica.

“É muito importante poder ficar consigo, num certo estado de desocupação e de descontinuidade entre uma atividade e outra, entre um discurso e outro”, recomenda o professor Dunker.

“A própria ideia de dormir ao lado de um celular ou de estar com ele em cima da mesa durante uma conversa talvez não seja a melhor situação para ele estar na nossa vida”, reforça.

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