Fake news são tema do “USP Analisa”

Para professor, rápida disseminação está ligada a identificação com conteúdos e urgência da rede na formação de opiniões

Diariamente, estamos expostos a uma quantidade incalculável de informações na internet. Diante de tanto conteúdo, como identificar os que realmente são verdadeiros e não cair na armadilha das famosas fake news (em português, notícias falsas)? Para discutir esse assunto, o USP Analisa recebe nesta semana o professor especialista em mídias digitais Eduardo Soares (foto), coordenador da pós-graduação em mídias digitais do Senac.

Ele explica que as fake news surgiram com o intuito de atrair cliques dos internautas para conteúdos monetizados, ou seja, que revertem dinheiro ao autor cada vez que alguém o acessa. Posteriormente, o objetivo passou a ser a crença das pessoas naquela informação e, por meio disso, sua disseminação.

Para Soares, as fake news se espalham rapidamente porque a própria rede incentiva as pessoas a terem uma opinião instantânea sobre os assuntos em discussão. “Eu compartilho essa informação porque muitas vezes é o que eu penso e gostaria que fosse verdade. Potencializado pela dinâmica das redes sociais, que é algo muito rápido e se dissemina numa fração de segundos, eu capto essa informação e já quero passar para a frente, sem um mínimo de interpretação. Podemos dizer, por isso, que as fake news são o mal do século”, diz.

O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

Por: Thais Cardoso

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