Antibioticoprofilaxia é indicada em cirurgias com risco de infecção

Essa abordagem tem como vantagem a contenção de custos, limitação de toxicidade e impacto dos antibióticos sobre o meio ambiente

 29/04/2019 - Publicado há 3 anos  Atualizado: 02/05/2019 as 12:29
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O boletim Pílula Farmacêutica desta semana explica o que é Antibioticoprofilaxia cirúrgica.

A antibioticoprofilaxia nada mais é do que a utilização de um conjunto de procedimentos e recursos para prevenir e evitar doenças, neste caso, as infecções cirúrgicas, por meio de antibióticos. Sendo a infecção uma das maiores complicações de uma cirurgia, vários fatores podem contribuir para que isso aconteça, portanto, deve-se prescrevê-la em três ocasiões: quando o risco de contaminação bacteriana é alto, como em cirurgias gastrintestinais; quando os riscos de infecções são altos, como amputação por enfermidade vascular; e quando o paciente está imunocomprometido, em casos de transplantes, por exemplo.

A medicação muito precoce de antibiótico com finalidade profilática leva à distinção da flora microbiana do paciente, contribuindo para a ineficácia do esquema antimicrobiano. Por isso, tratamentos efetivos são mais indicados, consistindo apenas na cobertura enquanto o paciente estiver na sala de cirurgia.

A profilaxia pode ser feita em dose única e  ter curta duração, por um período menor a 24 horas ou por até 24 a 48 horas. Essa abordagem tem como vantagem a contenção de custos, limitação de toxicidade e impacto dos antibióticos sobre o meio ambiente.

O efeito indesejável dos antibióticos, somado à possibilidade da ação bactericida, libera endotoxinas devido à destruição da parede bacteriana e o conhecimento de que não adianta estender a profilaxia com o objetivo de prevenir o aparecimento de infecção; particularmente nos procedimentos invasivos, é racional o uso antibioticoprofilaxia.   

Ouça acima, na íntegra, o boletim Pílula Farmacêutica.


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