Programas de treinamento ainda não são a solução para impedir que atleta de futebol tenha lesões

Estudos científicos já revelaram que atividades físicas não são tão eficazes para a prevenção de lesões, explica especialista

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Nesta semana, o professor Paulo Roberto Santiago fala sobre as lesões que acontecem durante a prática do futebol. Para o professor,  a temática é importante em função da discussão acerca da recente lesão do jogador Neymar.

O professor Santiago aborda o tema a partir de trabalho publicado, em 2015, na Revista Brasileira de Medicina do Esporte (RBME), que analisa  práticas de exercícios físicos para a prevenção de lesões em jogadores de futebol. “Hoje em dia,  algumas atividades já são aplicadas em academias, ou clubes, para a prática de prevenção às lesões. Como, por exemplo, o exercício Nordick Hendricks, que busca fortalecer os músculos da parte posterior da coxa e do core, músculos da região umbilical. Entretanto, o estudo comprovou que as atividades não servem definitivamente como uma forma de prevenção às lesões.”

Segundo Santiago, até a Federação Internacional de Futebol (Fifa) acreditava nos resultados positivos das práticas de exercício físico para a prevenção. “Tanto que criou o Fifa11+, conjunto de atividades físicas que utilizam exercícios tanto de corrida quanto de fortificação.”

Para o professor, é importante treinar e trabalhar esses músculos, mas entendendo que, de acordo com a literatura, os estudos já comprovaram que isso não é eficaz para prevenir lesões. Ouça, no link acima, a íntegra da coluna do professor Paulo Roberto Pereira Santiago.

Por: Thainan Honorato

 

 

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