Ouvir os outros não é prioridade numa sociedade de condenações

Não se pode condenar os outros sem ouvir suas razões, por mais incorretas que nos pareçam

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A partir de um episódio banal, envolvendo o apagamento de um grafite por um morador no Beco do Batman, na Vila Madalena, o professor Renato Janine Ribeiro discorre em sua coluna sobre a tolerância que devemos ter em relação aos outros. O gesto do morador, que justificou sua atitude sob alegação de estar incomodado com o barulho e a sujeira, gerou uma enxurrada de condenações nas redes sociais. “Quantas vezes não fazemos juízos de valor sobre pessoas pelos seus atos, sem levar em consideração o que essas mesmas pessoas pensam ou levam em conta”, diz Janine Ribeiro.

Segundo ele, estamos sob o risco de viver em uma sociedade na qual o convívio social é substituído pela condenação, o que é agravado pelo fato de o Brasil viver um momento de conflito interno, em que os ânimos encontram-se muito acirrados. No entanto, isso não deve servir de desculpa para que não se ouça a fala do outro, ou que se deixe de tentar entender os motivos escondidos por detrás de ações aparentemente descabidas.

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