Metais de terras raras representam um mercado de nicho

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas desenvolve técnicas para explorar as reservas brasileiras

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn12Print this pageEmail

Os metais de terras raras ganharam notoriedade após a descoberta de grandes reservas no Brasil. Ele compõem um grupo de 17 elementos químicos, dos quais 15 são da família dos lantanídeos na tabela periódica. O professor associado da Escola Politécnica da USP e presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Fernando Landgraf, conta que em 2010, a US Geological Survey publicou um ranking de países relativo às reservas de terras raras, no qual o Brasil figurava em primeiro lugar. Apesar dos números terem depois se revelado superestimados, foi o suficiente para chamar atenção a estes minerais no país, explica o pesquisador.

Pedra do metal Neomídio – Foto: Wikimedia Commons

Landgraf destaca que a importância econômica desses elementos vem crescendo com o desenvolvimento tecnológico. O professor cita como exemplo o neodímio, que é utilizado para fabricar superimãs, usados em discos rígidos de computadores, em geradores eólicos e em motores de carros elétricos. O maior desafio para o Brasil é conseguir captar uma fatia do mercado externo, dominado pela China, explica o professor. Ele enfatiza que é preciso investimentos em toda a cadeia produtiva, lembrando que a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) contratou o IPT para fazer uma parte do desenvolvimento de tecnologias para produzir os metais, usando recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Fernando Landgraf ressalta ainda que se trata de um mercado de nicho, cujo os valores internacionalmente são da ordem, apenas, de cinco  bilhões de dólares, ou seja, é economicamente estratégico, mas não poderia, por exemplo, quitar a dívida externa brasileira.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn12Print this pageEmail

Textos relacionados