Lei Orçamentária de 2018 apresenta rombo de R$ 21 bilhões

Todos os gastos do governo para o próximo ano foram aprovados, o que não aconteceu com as receitas previstas

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O Congresso Nacional aprovou, na semana passada, o Projeto de Lei Orçamentária Anual para 2018, com valor total de gastos da ordem de R$ 3,57 trilhões. Nessa conta, estão inclusos o refinanciamento da dívida pública e a alocação de R$ 1,7 bilhão para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, ou seja, dinheiro dos impostos do cidadão que vai custear as eleições do próximo ano.

Outra novidade é que esta é a primeira Lei Orçamentária Anual aprovada com a vigência da Emenda Constitucional do Teto de Gastos e que limita o reajuste das despesas públicas à inflação do ano anterior pelos próximos 20 anos.

O orçamento aprovado no Congresso prevê aumento de R$ 28 para o salário mínimo,  que passa a valer R$ 965 a partir de primeiro de janeiro.

O professor Amaury José Rezende, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp) da USP, avaliou a Lei Orçamentária Anual de 2018.

Para o professor, a incerteza é a sensação que predomina sobre o cumprimento da Lei Orçamentária, até porque os gastos foram aprovados, mas nem todas as receitas seguiram o mesmo caminho, o que pode fazer o governo entrar em 2018 já com um rombo de R$ 21 bilhões no orçamento.

Por Ferraz Junior

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