As muitas obras de arte que exploram a virtualidade

A pintura de Kandinsky e Klee e os trabalhos de Duchamp levam o observador a outras dimensões, disse o professor

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Obras de arte dos séculos 19 e 20 foram citadas pelo professor Martin Grossmann como exemplos de iniciativas que exploram a cultura na virtualidade, em contraste com a tradicional visão de mundo marcada pelas restrições impostas pela realidade e pela lei da gravidade. A esse tema ele dedicou sua coluna “Na Cultura o Centro Está em Toda Parte”, que foi ao ar no dia 10 de maio, pela Rádio USP (93,7 MHz).

Grossmann citou o livro Flatland – A Romance of Many Dimensions, publicado em 1884 pelo escritor e professor da Universidade de Cambridge Edwin Abbott Abbott. Nele, o personagem principal é um quadrado, que questiona a existência na bidimensionalidade e imagina que existe o mundo unidimensional. Essa reflexão o leva a pensar que há também o mundo tridimensional. “Isso é uma paródia da sociedade vitoriana da época, mas também é um exemplo muito instigante de exercício dessa nossa capacidade mental de explorar outras dimensões.”

Já no século 20 – marcado pela rebeldia de pensadores, artistas e cientistas que não se conformaram com um mundo já dado, lembra o professor -, há vários exemplos de movimentos artísticos que apontam para a virtualidade. É o caso das obras de Wassily Kandinsky, Paul Klee e Marcel Duchamp. “A pintura abstrata de Kandinsky e Klee, embora representada num plano bidimensional, nos leva a explorar a possibilidade de uma convivência num mundo ‘n’ dimensional”, disse Grossmann. “Duchamp questiona a geometria cartesiana e induz o observador com obras que levam a outras dimensões.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna de Martin Grossmann.

 

 

 

 

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