Cidades modernas são palco de “não-lugares”

Espaços urbanos sem caráter e marcados pela desigualdade surgem como efeitos colaterais do progresso

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Em sua coluna semanal, o professor Guilherme Wisnik discute como as cidades modernas, que foram construídas a partir do ideal de progresso, trazem em si contradições que não condizem com os benefícios prometidos pelo avanço tecnológico.

Como apoio para a discussão, Wisnik traz conceitos do arquiteto holandês Rem Koolhaas, que faz uma leitura mordaz da cidade moderna como espaço recheado por “não-lugares”, espaços sem identidade e marcados pelo consumismo. “Na verdade nosso mundo urbano hoje é formado por essa dualidade entre ‘cidade genérica’ e ‘planeta favela’, dois mundos que não conversam”, diz o colunista.

Esse é o tema que o professor discutirá, no dia 4 de novembro, como parte da programação do Ciclo Mutações, seminário organizado anualmente pelo filósofo Adauto Novaes. O enfoque deste ano são as dissonâncias no progresso. “Desde o fim do século 19, houve uma grande aposta no que seria a cidade moderna”, lembra o professor.

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