Prêmio Trajetória pela Inovação homenageia docentes da Universidade

Ação foi criada para valorizar professores da USP que se destacaram na produção de inovações científicas, tecnológicas ou culturais

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Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

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No dia 23 de agosto, a Pró-Reitoria de Pesquisa e a Agência USP de Inovação realizarão a entrega do prêmio USP Trajetória pela Inovação para os cinco professores selecionados. A iniciativa foi criada para reconhecer e valorizar as ações dos professores da Universidade que se destacaram, ao longo de suas atividades acadêmicas, na produção de inovações científicas, tecnológicas ou culturais, contribuindo assim para a excelência do resultado institucional e para o desenvolvimento socioeconômico do País.

A Comissão do Conselho de Pesquisa da USP elaborou uma lista com 43 nomes propostos pelas unidades, museus e institutos especializados, cujas indicações foram aprovadas pelas respectivas Congregações ou Colegiado. Os indicados poderiam estar atuando, aposentados ou in memoriam.

Confira os cinco professores selecionados:

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Também foi outorgado, por indicação do reitor, o Prêmio USP Trajetória pela Inovação in memoriam para o professor Horácio Carlos Panepucci, que foi professor titular do Instituto de Física de São Carlos.

Como pesquisador, Panepucci se especializou na área de Espectroscopia, principalmente ressonância paramagnética eletrônica e ressonância magnética nuclear, investigando aspectos básicos da matéria condensada. Mais tarde, enveredou pelas aplicações médicas da física, com Imagens e Espectroscopia por Ressonância Magnética (IRM). Em ambas as áreas, seu trabalho é reconhecido como pioneiro no Brasil e na América Latina. Sua pesquisa em física resultou em 80 artigos publicados em revistas científicas, livros e anais de conferências internacionais.

Na área de Física Aplicada, que conta também com um número significativo de trabalhos em revistas, sua principal contribuição foi no desenvolvimento pioneiro das técnicas de Imagem e Espectroscopia por Ressonância Magnética no Brasil, que resultou no desenvolvimento, no período de 1998 1999, de um sistema completo de IRM para uso clínico. Esse sistema constitui um dos mais vívidos exemplos de transferência de resultados de pesquisa básica com benefícios diretos orientados para a sociedade.

A consequência da instalação desse sistema em ambiente clínico, onde operou por cerca de nove anos, gerando perto de nove mil exames de diagnóstico por ressonância magnética, beneficiou diretamente a população de São Carlos e região, de forma imediata, e criou subsídios para o beneficio de uma comunidade ainda maior de pesquisadores e usuários das técnicas de RM. Por esses e outros fatos, a administração pública de São Carlos atribuiu seu nome ao hospital-escola do município, hoje sob a tutela do Ministério da Educação, como parte da Escola de Medicina da Universidade Federal de São Carlos.

As gerações de pesquisadores que o sucederem carregam a tarefa de tornar a técnica de imagens por RM conhecida não apenas nas aplicações clínicas, mas em quaisquer áreas da ciência onde possam encontrar potencial aplicação. Esta é parte preciosa da sua herança ao parceiros do IFSC.

Mariana Gonçalves / Agência Universitária de Notícias

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