Como seria a civilização e a ciência sem a cerveja?

No dia 18 de maio, evento explica transformações científicas impulsionadas pela bebida, uma das mais antigas da história

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Caneca de cerveja, uma das bebidas mais antigas da história – Foto: Len Rizzi / Domínio público via Wikimedia Commons

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O desejo de consumir cerveja foi essencial para construir a civilização do jeito que existe atualmente. Essa bebida alcoólica foi responsável por impulsionar diversas descobertas científicas ao longo da história da humanidade. É sobre isso que Luís Moreira Gonçalves, professor do Instituto de Química (IQ) da USP, em São Paulo, tratará em evento no dia 18 de maio, às 10h30, na biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. 

O nome da palestra – Cerveja, solução na ciência e na civilização – é uma brincadeira com a composição da bebida, que se enquadra na categoria de soluções químicas – mistura homogênea de duas ou mais substâncias.

Mas a que se deve essa importância? A cerveja é uma das bebidas mais antigas da história. Produzida a partir da fermentação de cereais, como cevada e trigo, seu processo era feito desde as civilizações antigas da Mesopotâmia e Egito. O consumo da cerveja fez com que o ser humano criasse métodos que otimizassem sua fabricação e conservação. E isso permitiu que a ciência avançasse.
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A Estela de Hamurabi, onde estão escritas as leis mais antigas sobre a cerveja – Foto: Autor desconhecido via Wikimedia Commons / CC BY 2.5

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“A geladeira é um exemplo. Ela foi criada na segunda metade do século 19 para manter a cerveja fria e proporcionar uma temperatura adequada para sua conservação. Diferente do vinho, licor e vodka, a cerveja não mantém sua qualidade por longo período de tempo à condição ambiente”, comenta Gonçalves.

Isso ocorre porque as três bebidas citadas possuem um nível alcoólico maior que a cerveja, o que facilita sua conservação. Quanto maiores os níveis de álcool e lúpulo – substância que confere amargor à bebida – maior a estabilidade da cerveja.  

Conservando a qualidade de alimentos por maior período de tempo, a geladeira permitiu modificar o cotidiano da população e potencializar o comércio. Ela também revolucionou a medicina. O desenvolvimento de vacinas e seu armazenamento é possível apenas por conta da geladeira, pois é necessário refrigeração para manter sua capacidade imunizante.

E, segundo o professor, a geladeira é o menor dos exemplos sobre a importância da cerveja para a ciência e humanidade.
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Campo de cevada e flor de lúpulo – Fotos: via Wikimedia Commons

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Química é Vida

A palestra faz parte do Projeto Química é Vida, uma série de oito palestras de divulgação científica. O objetivo é trabalhar curiosidades sobre química e bioquímica e temas presentes no cotidiano das pessoas de forma fácil e descontraída.

Os encontros são gratuitos e abertos ao público, realizados sempre no terceiro sábado de cada mês. Não é necessário inscrição para participar. A biblioteca Mário de Andrade fica Rua da Consolação, 94. Confira a programação completa aqui

Mais informações: site: http://e.usp.br/d74,  Twitter: @quimicaevida, tel.: (11) 3091-3843, e-mail: ccex_iq@iq.usp.br

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