Fonoaudiologia é eficiente no tratamento da esquizofrenia

A intervenção fonoaudiológica melhorou a comunicação de pessoas com esquizofrenia, como mostra um estudo realizado na
Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP

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Neste podcast de Os Novos Cientistas, a fonoaudióloga Ariana Elite dos Santos explica como realizou seu estudo em que avaliou o comportamento comunicativo de pessoas com esquizofrenia.

A pesquisa de doutorado Comportamento comunicativo de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia: efetividade da intervenção fonoaudiológica, defendida na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, mostrou como a intervenção fonoaudiológica permitiu, além da melhora da comunicação, a melhora também do humor e da expressão corporal e uma maior autonomia dos pacientes e o desejo de voltar às atividades cotidianas e em sociedade. “Os participantes apresentaram satisfação em participar do grupo de intervenção fonoaudiológica, além da melhora da comunicação e, consequentemente, da autonomia.”

O estudo foi feito com 19 pessoas, diagnosticadas com esquizofrenia, que foram divididas em dois grupos: o Grupo Experimental (GE), que passou por intervenções fonoaudiológicas, e o Grupo Controle (GC), que não participou dessas intervenções. O GE passou por 24 sessões de fonoaudiologia, durante 12 semanas e envolveu várias atividades.

Ariana concluiu que as sessões de fonoaudiologia podem ser utilizadas como uma nova forma de terapia para a reabilitação de pessoas com esquizofrenia, facilitando o retorno aos ambientes sociais.

O podcast Os Novos Cientistas vai ao ar toda quinta-feira, às 8 horas, dentro do Jornal da USP no Ar, que é apresentado diariamente pela jornalista Roxane Ré (das 7h30 às 9h30) na Rádio USP FM (93,7 MHz).

Ouça a íntegra do podcast.

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