USP lança livro sobre 100 anos do genocídio armênio

Obra critica o negacionismo a um dos episódios mais trágicos da história da humanidade

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A obra reúne artigos de estudiosos sobre o genocídio que vitimou 1,5 milhão de armênios entre 1915 e 1917 – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Foi lançado, no dia 24 de maio, o livro 100 Anos do Genocídio Armênio – Negacionismo, Silêncio e Direitos Humanos 1915-2015, em cerimônia realizada na Sala do Conselho Universitário, no prédio da Reitoria, em São Paulo.

A obra reúne artigos de estudiosos que ajudam a compreender um dos episódios mais trágicos da história da humanidade – o Genocídio Armênio, a matança de 1,5 milhão de armênios pelo governo turco-otomano entre 1915 e 1917.

Organizada pelos professores Maria Luiza Tucci Carneiro, Carlos Eduardo de Abreu Boucault e Heitor de Andrade Carvalho Loureiro, a obra é uma publicação da Editora Humanitas e constitui um dos raros títulos que abordam o tema em língua portuguesa.

O lançamento do livro contou com a presença do reitor da USP, Vahan Agopyan; do presidente da União Geral Armênia de Beneficência, Haig Apovian; do professor emérito da Universidade, Celso Lafer; da diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Maria Arminda do Nascimento Arruda, além dos organizadores da obra.

O reitor Vahan Agopyan (ao centro) e o professor emérito da USP, Celso Lafer (com a pasta na mão), com os organizadores e autores dos artigos da obra – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Lócus de debate

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Livro traz críticas ao negacionismo do Genocídio Armênio

A organizadora da obra, que também é coordenadora do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação do Departamento de História da FFLCH, Maria Luiza Tucci Carneiro, destacou que o livro foi publicado in memoriam aos 1,5 milhão de armênios vítimas das matanças em massa, definidas pelos estudiosos como a gênese do genocídio moderno.  “O livro dá continuidade à justa reivindicação em defesa dos direitos humanos, condena com convicção o genocídio e incentiva o diálogo com outras minorias que também passaram por genocídios”, afirmou.

Para o reitor Vahan Agopyan, a obra é um exemplo do papel da universidade. “Somos um lócus apropriado para o debate, onde há pensamentos múltiplos, que são enriquecidos e aprimorados. A rememoração do centenário do genocídio armênio, em 2015, foi um motivo para entendermos porque isso ocorreu e porque há esse negacionismo. Outra função importante da universidade, representada por essa obra, é a responsabilidade em transmitir esse conhecimento para que as novas gerações possam viver em um mundo melhor”, considerou.

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