“É uma honra assumir a cadeira que pertenceu a Paula Souza”, diz diretor

O novo diretor da Escola Politécnica, José Roberto Castilho Piqueira, tomou posse do cargo no dia 13 de março. A cerimônia foi realizada no Auditório Professor Francisco Romeu Landi, na Cidade Universitária, em São Paulo.

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail
(Da esq.p/dir.) O ex-diretor da Poli, José Roberto Cardoso; o vice-reitor Vahan Agopyan; o reitor Marco Antonio Zago; o diretor do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, almirante Carlos Passos Bezerril;o novo diretor José Roberto Castilho Piqueira e o secretário-geral da USP, Ignácio Maria Poveda Velasco

O novo diretor da Escola Politécnica, José Roberto Castilho Piqueira, tomou posse do cargo no dia 13 de março. A cerimônia foi realizada no Auditório Professor Francisco Romeu Landi, na Cidade Universitária, em São Paulo.

Em seu discurso de posse, Piqueira declarou-se honrado por ter sido escolhido para dirigir a tradicional escola, fundada em 1893 e incorporada à USP em 1934. “É uma honra assumir por quatro anos essa cadeira que já pertenceu a nomes como Paula Souza e Ramos de Azevedo”, disse o novo diretor diante do auditório lotado.

O professor destacou, no entanto, que o mérito deve ser dividido com toda a comunidade politécnica. “Acredito ter sido escolhido em virtude dos trabalhos que realizei até hoje. E eles não teriam sido possíveis sem cada um dos professores, funcionários e alunos. Por isso, estendo a todos os cumprimentos que estou recebendo”, afirmou.

Em seguida, Piqueira destacou os desafios que enfrentará em sua gestão. “Todos que passaram pela diretoria da Poli tinham sonhos e sabiam que enfrentariam desafios. Comigo não é diferente e o maior desses desafios consistirá em consolidar a nova estrutura curricular”, disse o diretor. Piqueira elogiou o projeto de reestruturação curricular, que preza pela inovação. “É um projeto primoroso, mas sabemos que não será trivial realizá-lo”, declarou.

Segundo Piqueira, um outro desafio importante consistirá em consolidar o curso de Engenharia do Petróleo, para o qual está sendo construído um novo campus da USP na cidade de Santos, em São Paulo. “Trouxemos professores que aderiram ao projeto fortemente e formamos grupo coeso na área de Petróleo e Gás. O que falta agora é a infraestruturta adequada, que esperamos conseguir em breve”, disse.

Outro projeto, ainda de acordo com Piqueira, é a implantação definitiva do curso de Engenharia da Computação na USP Leste, criado em 2013. “Estou convicto de que concluiremos esse trabalho. Para isso, precisaremos conseguir as vagas de docentes necessárias”.

Investir na pós-graduação e na parceria com o setor privado também foram pontos destacados pelo diretor. “Quando vamos a congressos, sentimos o enorme respeito pelo trabalho de pesquisa da Poli. Todos reconhecem o alto nível dos egressos da nossa escola. Temos o desafio de colocar a pós-graduação no mesmo patamar e de provar que projetos acadêmicos e empresas podem andar juntos”, disse.

Piqueira lembrou que será importante consolidar a pesquisa em áreas nas quais a Poli já tem excelência, mas que também será fundamental aprofundar os estudos em áreas novas, como nanotecnologia, engenharia nuclear, engenharia ambiental. “Trabalharei para que cada vez mais sejamos uma escola capaz de abarcar diferentes técnicas e de estabelecer parcerias com outras instituições, contribuindo para o avanço do país”, declarou.

O reitor Marco Antonio Zago desejou a Piqueira um trabalho profícuo e garantiu que a Poli encontrará na Reitoria todo apoio necessário para continuar seu desenvolvimento. “Esta universidade foi construída sobre firmes alicerces. Os politécnicos podem se orgulhar por fazer parte desses alicerces. A Poli trouxe à Universidade um padrão de formação de profissionais que muito nos honra”, afirmou Zago. “O professor Piqueira terá a missão de ser um dos líderes da maior universidade pública brasileira, que é a de maior destaque e relevância em todo o contexto iberoamericano”, disse.

Zago afirmou que a Reitoria está disposta a repensar a carreira docente, a fim de fortalecer a pesquisa e o ensino na universidade, privilegiando a atividade fim da universidade – em especial na graduação. “A Universidade viverá bem se essas duas atividades essenciais – pesquisa e ensino – forem reconhecidas de modo adequado”, declarou o reitor. Segundo ele, algumas das prioridades consistirão em reduzir a evasão, fortalecer o treinamento de docentes e facilitar a implantação de mudanças curriculares que permitam mais flexibilidade.

(Com informações do Serviço de Comunicação Social da Escola Politécnica / Foto: Francisco Emolo)

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

Textos relacionados