IMT completa 60 anos dedicados ao estudo das doenças tropicais

Criado em 1959, Instituto de Medicina Tropical desenvolve pesquisas relacionadas às doenças tropicais e à saúde global

Editorias: Institucional - URL Curta: jornal.usp.br/?p=291538
O reitor Vahan Agopyan participou da abertura do evento em comemoração dos 60 anos do Instituto de Medicina Tropical – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Um grande evento realizado no dia 3 de dezembro, no Teatro da Faculdade de Medicina (FM), celebrou os 60 anos do Instituto de Medicina Tropical (IMT).

“Estamos comemorando seis décadas de uma iniciativa fantástica dos nossos antecessores que tiveram, ainda na década de 1950, a ideia de criar um centro multidisciplinar para estudar doenças tropicais. Nós somos uma universidade brasileira, mantida pelos contribuintes paulistas; por isso é nossa obrigação atender às demandas da sociedade, desenvolver uma pesquisa voltada para resolver os problemas do nosso País”, afirmou o reitor Vahan Agopyan na abertura do evento.

A celebração acontece no momento em que o IMT e a FM reorganizam suas estruturas para a criação de Centros Integrados de Atividades Acadêmicas, espaços diferenciados que deverão figurar no novo Regimento Interno da Faculdade de Medicina, em fase de elaboração.

“Em 2019, a FM está recebendo de volta o IMT, em um movimento de reorganização do trabalho de pesquisa, capitaneado, entre outros, pelos professores Guido Cerri e Marcos Boulos. Para além de celebrar estes 60 anos, devemos pensar nas proposições de ensino, pesquisa e extensão que queremos para os próximos 60 anos”, ressaltou o vice-diretor da faculdade, Roger Chammas.

Momento de transição

A diretora do IMT, Ester Cerdeira Sabino, falou sobre a história do instituto e o atual momento de transição. “É hora de pensarmos como a Universidade, em especial o IMT e a FM, pode se relacionar mais com os institutos de saúde da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e também com outras instâncias. Precisamos dinamizar e diversificar as parcerias e produzir pesquisas de maior impacto. As crises devem ser aproveitadas para repensarmos as estruturas. E se há algo que deva ser ressaltado, é que o instituto e suas pesquisas têm grande impacto no exterior, até mais do que aqui no Brasil”, ressaltou Ester.

Em seguida, o professor do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias, Aluisio Augusto Cotrim Segurado, falou sobre as perspectivas do IMT como centro especializado da Faculdade de Medicina. Já a editora-chefe da Revista do Instituto de Medicina Tropical, Thelma Suely Okay, apresentou momentos marcantes da história da revista e sua atual busca por intensificação de parcerias em âmbito internacional.

Os pesquisadores e ex-diretores do instituto, Carlos da Silva Lacaz, Luís Rey e Thales de Brito foram homenageados pelo protagonismo na história do IMT e pela vanguarda na pesquisa interdisciplinar em medicina tropical.

O evento ainda contou com palestras de diversos cientistas brasileiros e estrangeiros, entre eles os professores da Universidade de Birmingham (Reino Unido) Andrew Rambaut e Nicholas J. Loman; da professora da Faculdade de Saúde Pública, Maria Anice Sallum; dos professores da Faculdade de Medicina, Valéria Aoki e Esper Kallás; da diretora do IMT-RN, Selma Maria Bezerra Jeronimo; e da professora do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia da USP (Cietec), Leila Maria Lopes Bezerra.

60 anos de pesquisa

Vinculado originalmente à Faculdade de Medicina, o Instituto de Medicina Tropical foi criado em 1959, com o objetivo de desenvolver pesquisas relacionadas às doenças tropicais e à saúde global, contribuindo para a criação de novos métodos diagnósticos, medicamentos ou vacinas, bem como na reformulação de políticas públicas voltadas para essas doenças.

Em 2000, o instituto ganhou autonomia administrativa e tornou-se uma unidade especializada da USP, permanecendo assim por duas décadas. Em junho de 2019, o Conselho Universitário aprovou a transformação do IMT novamente em um centro especializado ligado à Faculdade de Medicina.

.

.


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.