Coronavírus e guerra comercial derrubam preço do petróleo

Tendência de queda começou a ser refletida nos preços dos combustíveis

O preço barril de petróleo Brent (referência da Petrobras para ajustes no mercado nacional) fechou fevereiro em US$ 53,30, uma queda de 16,1% desde dezembro de 2019. A redução, que já vinha acontecendo pela pandemia do coronavírus, intensificou-se no começo de março.

Diante das expectativas de redução da demanda mundial pelo petróleo, dada a desaceleração da economia global sob os efeitos causados pela pandemia, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) propôs uma redução da produção para estabilizar preços.

No entanto, a Rússia se negou a cortar sua produção, sofrendo retaliação da Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, o que gerou uma guerra de preços entre os países: no dia 9 de março, o preço do barril caiu para US$ 34,36.

O cenário mundial tem impactado na realidade local: o preço da gasolina, que vinha apresentando tendência de alta no fim de 2019, foi revertido nos primeiros meses de 2020. O etanol também vinha sofrendo aumentos: em fevereiro de 2020, o combustível estava 12% mais caro que no mesmo mês do ano anterior. No entanto, tal tendência pode se reverter em queda na demanda com a crise da pandemia.

Os dados são do Boletim Setor Sucroalcooleiro de março de 2020, dos pesquisadores Francielly Almeida e Marcelo Lourenço Filho, coordenados pelo professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP.

Por: Leonardo Rezende

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