Surto de febre amarela já atingiu mais de mil pessoas em todo o País

Somente em Minas Gerais, 903 notificações de suspeita da doença foram feitas e 61 mortes foram confirmadas

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Na última quarta-feira (8), o Ministério da Saúde divulgou um boletim informativo divulgando os números atualizados do surto de febre amarela que tem se alastrado pelos Estados brasileiros. Os dados apontam que 1.060 casos de suspeita da doença foram relatados em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Tocantins. Destes, 215 foram confirmados, 765 estão sob investigação e somente 80 foram descartados. Em todo o País, 70 mortes resultantes da febre já foram registradas.

Foto: Visualhunt
Nas cidades, a febre amarela é transmitida principalmente por mosquitos da espécie Aedes aegypti – Foto: Visualhunt

Minas Gerais é o Estado que registra a absoluta maioria dos casos, com 903 notificações e 61 das 70 mortes. As ocorrências foram registradas em 73 municípios do Estado. Para entender a origem do surto e os procedimentos adequados a serem tomados pelas autoridades de saúde pública, a Rádio USP conversou com a professora Marta Heloísa Lopes, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina (FM) da USP.

A professora aponta que este surto, o maior desde o início das medições, em 1980, tem sido tão numeroso basicamente por conta da falta de vacinação da população. Além disso, as intervenções humanas no hábitat dos macacos infectados e o avanço das cidades sobre as matas podem ter aumentado os riscos de infecção. Marta Heloísa alerta ainda que possivelmente há uma maior circulação do vírus causador da doença nas áreas silvestres, por motivos ainda indeterminados.

O surto violento faz pensar sobre outras doenças que vêm atingindo um grande número de pessoas, como a caxumba e a sífilis. A professora ressalta que o contágio dessas duas doenças não pode ser comparado, uma vez que a sífilis é transmitida pelo contato sexual, de pessoa para pessoa, enquanto a caxumba se propaga pelo contato com a mucosa infectada, podendo ser transmitida para várias pessoas simultaneamente.

Segundo dados da Secretaria da Saúde do Governo do Estado de São Paulo, somente em 2016 foram registrados 6.056 casos de caxumba em território paulista, número muito superior aos registrados nos primeiros 15 anos do século. Os casos de sífilis atingiram números alarmantes também, subindo, nos últimos cinco anos, de 1.200 para 65.000.

Acompanhe a entrevista completa do jornalista Victor Matioli com a professora Marta Heloísa Lopes:

 

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