Existem situações capazes de enganar a visão

Truques são usados, inclusive, para dar efeito visual nas produções cinematográficas

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Na coluna Fique de Olho desta semana, o professor Eduardo Rocha explica que existem situações que podem enganar nossos olhos. Para ele, os olhos podem ter comportamento diferente, algum desconforto e observar imagens de maneira estranha, por exemplo. É o que acontece no deserto ou nas grandes praias onde haja bastante acúmulo de areia e horizontes bastante amplos.

O professor comenta as situações que enganam os olhos. “As relações entre os objetos, por não encontrarem intermediários no caminho, fazem com que a visão bidimensional seja ludibriada. De que forma? Dois objetos colocados com grande distância de profundidade entre eles e sem referência no meio do caminho, como árvores, carros e pessoas ao redor, podem fazer com que, numa imagem congelada como a fotografia, a proporção entre objetos torne possível mimetizar o que seria, por exemplo, o encontro de um gigante com uma pessoa pequena, simplesmente porque essa aparência pequenina estaria mais distante e na imagem fotografada a tridimensionalidade é perdida. Então, esses artefatos são utilizados em ficção científica no cinema e em algumas fotos cômicas tiradas na férias pelas famílias”, analisa.

Rocha diz que o efeito dessa perda da referência com objetos intermediários, entre outros referenciais na linha do horizonte, é chamado de paralaxe. “Assim, a relação entre o que está adiante e o que está mais no fundo da imagem fica comprometida. Aí, só mesmo o referencial aprendido é que torna possível distinguir. Uma outra artimanha ou outro artefato visual observado nessas situações é chamado de espelhagem, como a observação de que na linha do horizonte ocorre a aparência de um “lá”, mas que na verdade não está lá. É simplesmente o reflexo da luz do sol que se dá na linha do horizonte, pelo acúmulo de calor, fazendo com que haja a sensação de um acúmulo de água. Essas situações referidas como miragens do deserto são conhecidas dos antigos filmes de Hollywood, que foram bastantes vistos na nossa infância”, conclui.  

Ouça acima, na íntegra, a coluna Fique de Olho, com o professor Eduardo Rocha.

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