Eleições no México podem sinalizar tendência na AL

Para Singer, as condições econômicas e a insatisfação do eleitorado em alguns países da América Latina favorecem os partidos oposicionistas

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Fugindo um pouco da política nacional – ainda que não inteiramente -, o cientista político André Singer faz uma breve análise das eleições ocorridas no México, vencidas pelo candidato do esquerdista Movimento de Regeneração Nacional (Morena), López Obrador, uma vitória incontestável de um partido que até então nunca havia ganho uma eleição. Para Singer, a vitória de Obrador pode sinalizar uma tendência para as eleições de outubro no Brasil – e até em outros países da América Latina, como na Argentina -, onde, tal e qual no México, há uma forte presença de candidatos populares que combatem a pobreza e a desigualdade social.

Essa tendência, entende Singer, é bastante fortalecida – no caso específico do Brasil – pela situação econômica, um terreno fértil para o florescimento de candidatos da oposição, embora ele não se arrisque a dizer que o resultado das eleições no México possa indicar uma onda nessa direção. Impossível qualquer previsão a respeito. “Nós estamos ainda vivendo, talvez em diversos países, uma espécie de ressaca.” Ele entende, porém, que se trata de um elemento a ser observado, voltando a citar como o maior motivo para isso as condições econômicas. Os eleitores estão à espera de novas políticas e anseiam pelo alívio que a melhora das condições sociais representaria no momento atual.

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