Colunista relembra os 25 anos de um dos piores massacres da história

O genocídio de Ruanda, obra da indiferença e da negligência da comunidade internacional, deixou um saldo de um milhão de mortos

A coluna Conflito e Diálogo desta semana é dedicada a rememorar um dos capítulos mais horrendos da história contemporânea: os 25 anos do massacre de Ruanda, o qual deixou um saldo de um milhão de pessoas mortas em pouco mais de três meses, a maioria delas assassinadas a golpes de facões por vizinhos, conhecidos, parentes ou colegas de trabalho. O genocídio foi comandado pelo governo militar e envolveu dois grupos étnicos: os hutus e os tutsis.

A professora Marília Fiorillo diz que um ótimo meio de conhecer essa história é ler as memórias do general – posteriormente senador – canadense Roméo Dallaire. De acordo com ela, Shake Hands with the Devil (“Apertando a Mão do Diabo” – a falência da humanidade em Ruanda) é uma leitura estarrecedora não pela descrição do massacre, mas por mostrar um espetáculo de indiferença, negligência e cumplicidade por parte da comunidade internacional. Basta dizer que as tentativas de Dallaire para impedir o massacre foram infrutíferas por lhe terem sido negados os meios para isso, o que não o impediu de salvar milhares de vidas.

Marília Fiorillo considera as memórias de Dallaire – um calhamaço de 562 páginas – uma leitura obrigatória, “já que a história teima em se repetir”. Acompanhe, pelo link acima, a íntegra do comentário.

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