Ausência de sintomas reforça importância da prevenção do colesterol alto

Exames determinam riscos do paciente ter um infarto, que é um dos principais fatores de mortalidade no Brasil

jorusp

No imaginário popular parece já estar estabelecida a noção dos perigos de se ter taxa de colesterol elevada. No entanto, cinco bilhões de pessoas no mundo ainda convivem com os riscos de desenvolver doenças associadas ao colesterol elevado no sangue. 60 milhões de brasileiros fazem parte deste grupo segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Por isso, a necessidade de conscientização e acesso a informação sobre os riscos do colesterol segue urgente.

“É importante ir atrás da dosagem de colesterol porque ele não dá sintoma quando elevado. O sintoma  pode ser de um infarto ou derrame, a doença é silenciosa”, explicou ao Jornal da USP no Ar a cardiologista Ana Paula Chacra, da Unidade Clínica de Lípides do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Ela conta que as doenças que decorrem das taxas elevadas de colesterol são as doenças cardiovasculares, principal fator de mortalidade no Brasil.

O colesterol é essencial ao organismo. Ele faz parte de estruturas como os hormônios, por exemplo. Problemático em excesso e possível causador de doenças, a doutora esclarece que o valor ideal de colesterol deve ser calculado caso a caso. “Depende de diversos fatores. Nós temos equações de risco que levam em conta a idade, presença de hipertensão e diabetes, níveis de colesterol. Essa conta rápida coloca o paciente em determinada categoria de risco que indica o quão próximo ele está de ter um infarto. Assim se define uma meta de colesterol do paciente”.

A estabilidade das doenças cardiovasculares entre as principais causas de morte, e a necessidade de se determinar metas individualmente, reforçam a importância da prevenção do colesterol alto. Procurar a dieta adequada com nutricionistas, ou começar a praticar atividades físicas podem colaborar muito na prevenção dos fatores de risco. Além disso, a cardiologista Ana Paula aponta que existem diversos métodos para reduzir os níveis de colesterol, com medicamentos já utilizados há 50 anos que mudaram a história natural desta doença. “Existe um arsenal para controlar os fatores de risco, mas o paciente precisa ser proativo na busca por um serviço de saúde que mensure seu colesterol”, conclui.


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