O cuidado para evitar osteoporose deve ir da infância à velhice

O programa Saúde sem complicações desta semana fala sobre doença que afeta os ossos

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O Programa Saúde sem Complicações desta semana entrevista Soraya Lopes Sader que é médica do Departamento de Puericultura e Pediatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Ela fala sobre a osteoporose, doença silenciosa caracterizada pela fragilidade dos ossos com incidência maior a partir dos 50 anos de idade. “É uma doença pediátrica de repercussão geriátrica”.

A doença só é diagnosticada quando há o rastreamento ou na primeira fratura de fragilidade que pode ser de baixo impacto e espontânea. O rastreamento é feito em pessoas que apresentam fatores que comprometem a estrutura como menopausa precoce, tabagismo, etilismo, uso de corticoide por tempo prolongado, pessoas sem mobilidade e doenças crônicas como artrite reumatoide.

Soraya conta que as mulheres estão mais suscetíveis a osteoporose pela interrupção hormonal na menopausa. Isso acontece, explica, porque os estrógenos que a mulher tem desde a puberdade até a menopausa são altamente protetores da massa óssea. “Assim, na menopausa, a mulher fica muito vulnerável e apresenta perda rápida de massa óssea. Para os homens esse processo é mais gradual”.

A osteoporose pode ser primária, quando não é encontrada nenhuma predisposição, ou secundária quando, há predisposição ou apresenta os fatores de risco. As regiões mais comuns para fratura são a coluna lombar, quadril e colo do fêmur. “Depois da primeira fratura a chance de ter outra fratura é muito grande, uma vez que o esqueleto está comprometido”.

A médica conta que o diagnóstico é feito pela densitometria óssea. Normalmente, o exame é realizado nas mulheres a partir dos 65 anos e nos homens aos 70. O tratamento pode ser iniciado nas mulheres na chegada da menopausa, com reposição hormonal, bisfosfonato e até alendronato. “É importante o diagnóstico precoce para reverter a diferença da massa óssea e controlar a doença”.

Para a especialista a ingestão adequada de cálcio, equivalente a três copos de leite por dia, é necessária para evitar a doença. Além de cuidar da alimentação, alerta, é preciso evitar vícios, fazer atividades físicas e ir a consultas regulares. “Todos precisam ter em mente que podem ter osteoporose”, afirma.

Ela ainda fala que o leite pode ser substituído por derivados, como queijo e iogurtes ou até por produtos sem lactose, mas que é importante ler os rótulos para saber a concentração de cálcio. Entretanto, avisa, pacientes que não podem consumir produtos lácteos podem fazer uso de medicamentos.  

O programa Saúde sem Complicações é produzido e apresentado pela locutora Mel Vieira e pela estagiária Giovanna Grepi, da Rádio USP Ribeirão, com trabalhos técnicos de Mariovaldo Avelino e Luiz Fontana e direção de Rosemeire Soares Talamone.

Por: Giovanna Grepi

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