Reitor presta contas da gestão na Assembleia Legislativa de SP

No dia 9 de setembro, o reitor Marco Antonio Zago esteve na Assembleia Legislativa, onde participou da reunião da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informação. O objetivo do encontro foi o de prestar contas a respeito de sua gestão à frente da USP, conforme disposto no artigo 52 da Constituição do Estado de São Paulo.

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O reitor (em pé) falou sobre a evolução financeira da Universidade em 2015

No dia 9 de setembro, o reitor Marco Antonio Zago esteve na Assembleia Legislativa, onde participou da reunião da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informação. O objetivo do encontro foi prestar contas a respeito de sua gestão à frente da USP, conforme disposto no artigo 52 da Constituição do Estado de São Paulo. Na Assembleia, o reitor foi recebido pelo deputado Orlando Bolçone, que preside a Comissão.

“Neste ano completo cinquenta anos de vida acadêmica e, a cada dia, descubro coisas novas na Universidade”, disse o reitor ao iniciar sua apresentação.  Em seguida, elencou os principais números da Universidade relacionados a graduação, pós-graduação, pesquisa, cultura e extensão e sobre o que a USP representa na vida de São Paulo.

Outro tema abordado foi a mudança no perfil socioeconômico dos estudantes ingressantes na USP em 2015 em função da bonificação do Programa de Inclusão Social (Inclusp), voltado a alunos de escolas públicas.

Este ano, a maior porcentagem dos matriculados declarou ter renda familiar de três a cinco salários mínimos  — 19,6% dos alunos matriculados em 2015 (em 2008, essa porcentagem era de 15,7%). Para a renda familiar de até sete salários mínimos, o índice atual chega a 56,7%, contra 41,5% em 2008.

Em 2015, o número de ingressantes oriundos de escolas públicas na USP cresceu 8% em relação ao ano anterior, passando de 32,3% para 35,1%. Esse número representa o maior índice registrado na Universidade desde a criação do Inclusp, em 2006.

Com isso, os gastos com os programas voltados à permanência estudantil têm aumentado: por ano, a USP tem gasto quase R$ 193 milhões em moradia, alimentação, bolsas, etc., o que representa 4,4% do orçamento.

Orçamento e teto salarial

O orçamento, a evolução financeira e o comprometimento da USP com folha de pagamento foram outros assuntos que fizeram parte da apresentação. O reitor falou sobre as medidas tomadas pela Administração para reestabelecer o equilíbrio financeiro da Universidade, bem como sobre as ações voltadas à reestruturação administrativa.

O teto salarial  também fez parte da pauta. De acordo com a Constituição do Estado, os servidores públicos estaduais não podem ganhar mais do que o governador (atualmente, R$ 21.631,05). No caso das universidades federais, esse valor é de R$ 33.763, 00. “A questão do teto salarial representa uma grande ameaça para as universidades públicas paulistas. Isso pode criar um êxodo de docentes mais velhos e, principalmente, desestimular o ingresso dos mais jovens, aqueles que precisamos para manter a Universidade viva e com qualidade”, afirmou o reitor.

Também participaram da reunião os pró-reitores da Universidade – Antonio Carlos Hernandes (Graduação), José Eduardo Krieger (Pesquisa), Maria Arminda do Nascimento Arruda (Cultura e Extensão Universitária) e Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco (Pós-Graduação) —; o chefe do Gabinete do Reitor, Osvaldo Shigueru Nakao; o superintendente de Assistência Social, Waldyr Antonio Jorge; o superintendente de Relações Institucionais, José Roberto Drugowich de Felício; o presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional, Raul Machado Neto; a superintendente Jurídica, Maria Paula Dallari Bucci; o superintendente de Prevenção e Proteção Universitária, José Antonio Visintin; e o secretário geral da Universidade, Ignacio Maria Poveda Velasco.

(Foto: Adriana Cruz)

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