Reitor é premiado como Personalidade de Destaque em Oncologia

O reitor Marco Antonio Zago foi premiado na categoria Personalidade de Destaque, com o Prêmio Octavio Frias de Oliveira, que tem o intuito de estimular a pesquisa científica na esfera da prevenção e do combate ao câncer.

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A premiação aconteceu na noite do dia 5 de agosto, no auditório do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Octavio Frias de Oliveira (Icesp), em São Paulo

O prêmio foi entregue a Zago (à esquerda) pelo diretor-geral da Fundação Faculdade de Medicina da USP, Flávio Fava de Moraes, reitor da USP de 1993 a 1997

O reitor Marco Antonio Zago foi premiado, na categoria Personalidade de Destaque, com o Prêmio Octavio Frias de Oliveira. “Este prêmio reconhece o esforço de pessoas que se destacaram e se dedicaram às pesquisas e aos trabalhos na luta contra o câncer”, ressaltou o diretor-geral do Icesp, Paulo Marcelo Gehn Hoff, na abertura da cerimônia. Na ocasião, ele citou também a época em que trabalhou com Zago no Hemocentro [do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP], quando pôde acompanhar seu trabalho como pesquisador, e afirmou: “Por isso, tenho admiração pelo trabalho dele”.

O presidente do Conselho Diretor do Icesp e da Comissão Organizadora do Prêmio, Roger Chammas, ressaltou a importância do prêmio para celebrar as vitórias contra o câncer e destacou pontos da carreira do reitor relacionados à área médica. Como, por exemplo, a coordenação de um laboratório de sequenciamento do Projeto Genoma e a criação da Rede Brasileira de Pesquisas sobre o Câncer, quando presidente do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), de 2007 a 2010.

“Hoje celebramos o empreendedorismo, não do [médico] hematologista ou do reitor da USP, mas do profissional que plasmou o que vai ser a oncologia do século XXI no nosso País. Uma oncologia em que o fluxo de ideias seja livre e que a gestão possa ajudar a acelerar o processo de transferência de conhecimento entre os vários compartimentos dos diferentes hospitais, fazendo verdadeira política científica e tecnológica”, disse Chammas.

Na entrega do prêmio, Zago lembrou que, quando começou a clinicar, o diagnóstico de leucemia linfóide aguda, por exemplo, era uma sentença de morte; falou do avanço do conhecimento em oncologia; e quais devem ser os focos das pesquisas na área. “Progredimos enormemente, mas ainda temos muito a andar. Além de verbas em pesquisas, precisamos muito mais sincronizar essas ações dos diferentes grupos, que trabalham tanto nas ciências básicas como na pesquisa clínica, e também na área epidemiológica. Estes três componentes precisam ser focalizados, pois não adianta trabalhar dispersamente”, ressaltou.

Como educador, o reitor aproveitou  para falar a respeito da assistência ao câncer e do ensino na área da saúde também. Ele lembrou que no Estado de São Paulo há alguns centros e hospitais de excelência, mas que a porcentagem da população que tem acesso a esses centros de qualidade ainda é muito pequena. “Não adianta ensinar aos futuros profissionais os conhecimentos mais atualizados e as últimas abordagens terapêuticas somente, porque temos de partir da realidade que grande parte dos profissionais vai trabalhar no sistema de saúde que temos. Por isso, é preciso ensiná-los a trabalhar com a realidade desse sistema, com a economia possível fazer a melhor possibilidade de tratamento, já que nosso país é heterogêneo”.

Os outros premiados da noite foram: na categoria Pesquisa, Dirce Maria Carraro, da Fundação Antonio Prudente – A.C. Camargo Cancer Center; na Menção Honrosa  Pesquisa, Juliano Pinheiro de Almeida, do Icesp; e na categoria Inovação Tecnológica, Thaise Gonçalves de Araújo, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

O encerramento da cerimônia foi feito pelo diretor da Faculdade de Medicina (FM), José Otávio Costa Auler Junior, que também é o presidente do Conselho Deliberativo do Hospital das Clínicas da FM da USP. “Este prêmio é mais uma evidência do trabalho social que o Icesp faz”.

Currículo

Zago é formado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, na qual também obteve títulos de mestre e de doutor em Clínica Médica, e realizou o pós-doutorado no Nuffield Department of Clinical Medicine na Universidade de Oxford. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências (da qual foi diretor), Fellow of the World Academy of Sciences (TWAS). Foi coordenador do Centro de Terapia Celular de Ribeirão Preto (Cepid) apoiado pela Fapesp, diretor-clínico do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e membro da Comissão Nacional de Biossegurança (CTNBio). Seus principais interesses em pesquisa concentram-se nas anemias hereditárias, bases moleculares das neoplasias e células-tronco adultas, em especial células-tronco hematopoéticas e células tronco mesenquimais.

Reitor desde 2014, também foi pró-reitor de Pesquisa da USP, de 2010 a 2014; além de presidente do CNPq, de 2007 a 2010. Recebeu a Grã-Cruz e a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico, concedida pela Presidência da República, e a Medalha Paulista do Mérito Científico, concedida pelo Governo do Estado de São Paulo.

Prêmio

O Prêmio Octavio Frias de Oliveira é promovido desde 2010 pelo Icesp, em parceria com o Grupo Folha, para estimular a pesquisa científica na esfera da prevenção e do combate ao câncer. São três categorias: Pesquisa, Inovação Tecnológica e Personalidade de Destaque, além de uma menção honrosa em Pesquisa. A premiação em cada categoria é de R$ 16 mil. Nesta sexta edição, o prêmio teve 60 trabalhos inscritos e analisados.

Os vencedores são apontados por uma Comissão composta por representantes do próprio Icesp, da Faculdade de Medicina (FM), do Hospital das Clínicas da FM da USP, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Academia Nacional de Medicina, da Academia Brasileira de Ciências, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP) e da Folha de S. Paulo.

(Fotos: Ernani Coimbra)

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