Questões de mobilidade urbana negligenciam impactos à saúde

Ônibus de São Paulo, que deveriam usar combustíveis limpos até 2018, devem esperar mais dez anos

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Esta semana foi publicado o edital para que empresas interessadas possam concorrer às 24 novas concessões de terminais de ônibus urbanos da cidade de São Paulo.

Mariana Matera Veras, pesquisadora do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), lamenta que o impacto à saúde não seja levado em consideração em questões como essa, de incrementação no sistema de mobilidade.

A pesquisadora lembra que era esperado que toda a frota de ônibus de São Paulo utilizasse combustíveis menos poluentes até 2018, porém uma nova proposta quer postergar essa medida em uma década.

Foto: Visual Hunt

A especialista alerta ainda que os padrões de qualidade do ar adotados no Brasil e em São Paulo estão defasados e ela não percebe nenhuma esforço para que estes sejam atualizados. Mariana Veras destaca também que, além do problema da poluição, há uma série de questões atreladas ao tempo que se passa no trânsito, como falta de horários para exercícios físicos e atividades de lazer e descanso, que podem trazer sérias consequências.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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