Missão da sonda Cassini foi muito bem-sucedida

É o que afirma o professor Amaury de Almeida (IAG) ao discorrer sobre os frutos da missão Cassini-Huygens

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Vinte anos depois de seu lançamento de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), chegou ao fim a missão da sonda Cassini em Saturno, considerada uma das mais promissoras desde o início das aventuras espaciais. Para o professor Amaury de Almeida, chefe do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, “a Cassini é um marco em termos de longevidade e, consequentemente, capacidade de dar retorno científico em uma missão dessa envergadura”.

Imagem de divulgação da Nasa mostra ilustração da sonda Cassini sobre os anéis do hemisfério norte de Saturno – Ilustração: Divulgação/JPL/Nasa

Tendo chegado a Saturno em 2004, depois de percorrer 1,5 bilhão de quilômetros, desde então a sonda passou a enviar informações ininterruptas de Saturno para a Terra, totalizando um acervo de 450 mil imagens registradas e a descoberta de seis novas luas (ou satélites), o que gerou, por sua vez, cerca de 4.000 trabalhos científicos já publicados, além de registros e detalhes a respeito da constituição de Saturno e seus anéis.

O professor Amaury de Almeida explica que a sonda era composta de duas partes: a nave mãe e o módulo de pouso Huygens, que foi muito bem-sucedido em sua missão de pousar na lua Titã para estudar sua atmosfera, composta principalmente de hidrocarbonetos. Igualmente relevante foi a constatação da possibilidade de que possa haver vida microbiana tanto em Titã quanto na lua Encélado, após a descoberta de água em ambas.

O especialista do IAG explica ainda o porquê de se ter optado por desintegrar a sonda Cassini na órbita de Saturno. Com a destruição resultante do choque com a atmosfera do planeta, não há risco de bactérias oriundas da Terra contaminarem as luas de Saturno.

 

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