Maratona tecnológica da USP busca soluções para bares e restaurantes na crise da covid-19

Participantes vão desenvolver modelos de negócios, produtos, serviços e tecnologias para o food service, considerando os novos cenários; evento tem último dia para inscrição

Realizada anualmente de forma presencial, em 2020 a SancaThon será promovida 100% on-line e oferecerá até 300 vagas – Foto: Henrique Fontes/SEL USP

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Para ajudar o setor de bares e restaurantes, que tem sofrido grave crise com a necessidade de isolamento social na pandemia de covid-19, uma maratona tecnológica desafiará os participantes a desenvolverem, em uma semana, modelos de negócios, produtos, serviços e tecnologias para o food service, considerando os novos comportamentos do consumidor. O evento, chamado SancaThon, será realizado pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP em parceria com a empresa Cargill, entre os dias 25 de abril e 11 de maio, totalmente on-line para até 300 participantes.

Antes do início da competição, os participantes terão acesso a sessões de conteúdo com diversos especialistas sobre o contexto e necessidades do atual cenário, apontando as principais demandas e dificuldades dos empresários do setor. Durante a maratona, os desafiados contarão ainda com a orientação de mentores das diversas áreas da engenharia, negócios e programação, que os ajudarão a sanar dúvidas para acelerar o desenvolvimento das ideias. A competição é aberta para a participação de jovens desenvolvedores, designers, além de profissionais dos ramos de marketing e negócios, que poderão disputá-la em grupos de quatro a seis pessoas, desde que a equipe possua pelo menos um membro com cada habilidade exigida. Gratuitas, as inscrições se encerram em 24 de abril, diretamente pelo site do evento, onde também é possível conferir a programação e o regulamento completo da iniciativa.

Após o término da primeira semana do desafio, as equipes deverão gravar um pitch de cinco minutos para demonstrar a solução criada à banca avaliadora. Entre os critérios adotados para análise dos jurados estão: apresentação; criação de protótipo e sua funcionalidade; diferencial tecnológico; aplicabilidade; criatividade; diferencial de mercado; e continuidade do projeto. Na segunda etapa da competição, que também terá duração de uma semana, até 20 equipes serão selecionadas para receberem R$ 1.000,00 para aperfeiçoarem suas ideias.

Ao final do evento, o grupo vencedor receberá um prêmio de R$ 2.500,00, além de três meses de acesso gratuito à plataforma Alura. Já os vice-campeões serão agraciados com a quantia de R$ 1.500,00, enquanto o terceiro colocado será premiado com R$ 1.000,00. Os três melhores grupos ainda terão a possibilidade de receber apoio financeiro por parte de investidores ou negociar o repasse de propriedade intelectual. Outros prêmios ainda poderão ser anunciados durante a competição.

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Foto: Pixabay CC

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Cenário preocupante

“O mercado de food service tem sofrido um duro impacto em função da covid-19, fazendo com que empresas de pequeno e médio portes ligadas ao setor careçam de soluções criativas para sobreviverem e se recuperarem nos períodos durante e pós-crise. A escolha desse tema para a Sancathon 2020 exalta a preocupação e o engajamento da USP e das empresas colaboradoras do evento em superar os problemas sociais e econômicos agravados pela pandemia”, afirma José Carlos de Melo, professor do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da EESC e um dos colaboradores da iniciativa.

Além da questão do desemprego, outra equação que ainda carece de respostas é uma eventual reformulação do modelo de trabalho de alguns estabelecimentos. De acordo com pesquisa divulgada em 2017 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), seis em cada 10 restaurantes de pequeno porte no Brasil adotam o sistema de atendimento self-service, prática que está proibida por tempo indeterminado.

“O efeito da pandemia na emoção, valores e comportamento dos indivíduos está gerando uma ambiguidade ímpar, subvertendo desejos e prioridades dos clientes e, consequentemente, afetando estratégias em curso de diversas empresas. A crise do coronavírus está antecipando uma nova arena de negócios, que aos olhos do empreendedor significa oportunidade”, explica Daniel Amaral, professor do Departamento de Engenharia de Produção da EESC e um dos organizadores da SancaThon.

Sobre a competição

A SancaThon é uma maratona de desenvolvimento de tecnologia criada em 2018 pela EESC que fomenta a cultura empreendedora e desperta o desejo dos participantes de desenvolverem projetos inovadores através de uma proposta direcionada, oferecendo mentores e treinamentos para auxiliá-los na elaboração de protótipos e modelos de negócios viáveis. O evento é realizado em conjunto pelo Centro Avançado EESC para Apoio à Inovação (EESCIn), Cargill, Núcleo de Empreendedorismo da USP São Carlos (NEU-SC) e pela Semana da Integração da Engenharia Elétrica (SIEEL).

Ouça, abaixo, entrevista sobre o Sancathon.

Com informações de Henrique Fontes / Assessoria de Comunicação do SEL/USP e Assessoria de Comunicação da Cargill

 

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