Por que mulheres vivem mais do que os homens?

Estudo australiano mostra que a causa é biológica, e não comportamental; resultados podem ajudar cientistas a entender melhor os mecanismos ligados ao coronavírus

 

As explicações para essa maior longevidade são muitas. Os homens sofrem mais estresse, arriscam-se mais e vão menos a médicos. Recentemente, uma pesquisa publicada na revista Biology Letters mostra que a diferença de longevidade é biológica, e não comportamental. E a explicação está nos cromossomos, isto é, na diferença entre os sexos masculino e feminino.

Para chegar a essa conclusão, cientistas australianos investigaram o que ocorria com outros mamíferos: répteis, aranhas, gafanhotos, borboletas e mariposas, entre outros. Os resultados mostraram que os mamíferos machos vivem, em média, 17% menos.

Um assunto correlato está intrigando cientistas. Dados preliminares estão mostrando que a pandemia de coronavírus está matando mais homens do que mulheres. Uma possível explicação estaria no cromossomo X, já que há, pelo menos, 20 genes ligados à resposta imune neste cromossomo.

Segundo a professora Mayana Zatz, do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL), pesquisar por que algumas pessoas desenvolvem formas mais graves será de grande interesse para os geneticistas.

Ouça detalhes clicando no áudio acima.


Decodificando o DNA
A coluna Decodificando o DNA, com a professora Mayana Zatz, vai ao ar quinzenalmente toda quarta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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