Momento Cidade #30: Como as cidades podem crescer preservando sua saúde ambiental?

Nesta edição, a entrevistada é a pesquisadora Natasha Ceretti Maria, autora da tese “Uma tipologia em saúde ambiental para a Macrometrópole Paulista: subsídios para o planejamento e a gestão socioambiental regional”, defendida na Faculdade de Saúde Pública da USP

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Momento Cidade #30: Como as cidades podem crescer preservando sua saúde ambiental?
Momento Cidade - USP

 
 
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Como aliar crescimento econômico com preservação ambiental? Em boa parte do planeta, as grandes cidades têm se expandido cada vez mais, entretanto, a saúde ambiental de áreas como a região metropolitana de São Paulo nem sempre é considerada pelo planejamento econômico.

Para compreender como se deu a relação entre o crescimento urbano e o desenvolvimento sustentável em São Paulo e propor um novo modelo de classificação que integre ambos os campos, o Momento Cidade desta semana entrevista Natasha Ceretti. A pesquisadora produziu uma tese de doutorado com o objetivo de estabelecer uma tipologia em saúde ambiental para os municípios que compõem a chamada Macrometrópole Paulista (MMP).

Defendido na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, o estudo concentrou sua análise na MMP, uma área constituída por cinco regiões metropolitanas do Estado de São Paulo: Baixada Santista, Campinas, Litoral Norte, Sorocaba e Vale do Paraíba.

A pesquisa considerou os indicadores FPSEEA, da Organização Mundial da Saúde, e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas. “Eles vão auxiliar a definição de prioridades e a concepção das políticas públicas. A gente tem que ter em mente que nenhuma tomada de decisão e formulação de políticas públicas é feita sem esses parâmetros de mensuração”, explica Natasha. Para ela, compreender os grandes problemas urbanos e aliá-los a metas de desenvolvimento é essencial, por isso, sua proposta foi criar uma nova tipologia, que dê subsídios para a gestão socioambiental das regiões.

A pesquisadora destaca também a importância de estudos como esse, que podem servir para cobrarmos com mais efetividade os órgãos responsáveis pela gestão urbana. A ideia é que “nossas pesquisas consigam influenciar a tomada de decisão e que consigam adentrar as esferas da sociedade, influenciando a opinião pública e o debate público”, finaliza.

A dissertação completa pode ser acessada neste link.

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Ficha técnica

Reportagem: Gabriel Guerra
Produção: Denis Pacheco
Edição: Beatriz Juska e Guilherme Fiorentini

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