Diretor da Fapesp fala sobre o sistema de pesquisa do Estado de São Paulo

No dia 29 de junho, o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz, participou de um encontro com integrantes dos Conselhos de Pós-Graduação e de Pesquisa da Universidade.

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Brito Cruz ressaltou a importância de as pesquisas financiadas pela Fapesp gerarem impacto social, econômico e intelectual na sociedade

No dia 29 de junho, o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz, participou de um encontro com integrantes dos Conselhos de Pós-Graduação e de Pesquisa da Universidade. O reitor Marco Antonio Zago; o vice-reitor Vahan Agopyan; os pró-reitores José Eduardo Krieger (Pesquisa), Carlos Gilberto Carlotti Júnior (Pós-Graduação) e Antonio Carlos Hernandes (Graduação), além de outros dirigentes, também participaram da reunião, que foi realizada no auditório da Escola Politécnica (Poli).

O objetivo foi expor aos conselheiros responsáveis por desenvolver as políticas científicas da Universidade a expectativa da Fapesp em relação ao sistema de pesquisa do Estado de São Paulo. A USP é a instituição que mais recebe financiamento daquela Fundação. No ano passado, a agência de fomento investiu quase R$ 1,2 bilhão em pesquisa, e 42% desses recursos foram destinados aos pesquisadores da Universidade.

De acordo com Brito Cruz, é importante que as pesquisas financiadas pela Fapesp gerem impacto social, econômico e intelectual na sociedade. “É o efeito que se espera de financiar pesquisa com o dinheiro do contribuinte. Não quer dizer que cada projeto de pesquisa tenha que fazer as três coisas, mas é bom que se faça pelo menos o impacto intelectual”, afirmou.

Para aumentar o impacto intelectual da ciência feita no Brasil, o diretor científico da Fapesp elencou uma série de ações que podem ser adotadas. Um exemplo é proteger o tempo do pesquisador contra tarefas extracientíficas, a partir de apoio institucional, além de desenvolver cooperação internacional, aumentar a visibilidade e o impacto de revistas brasileiras e estimular uma ciência mais ousada.

Brito Cruz também defendeu que nem toda pesquisa, necessariamente, tem uma aplicação prática imediata no cotidiano das pessoas. Um estudo pode servir de embasamento para outras pesquisas – a chamada ciência básica. No entanto, segundo ele, há um movimento, no Brasil e no mundo, buscando a “utilitarização” das pesquisas científicas, ou seja, a noção de que se deve privilegiar apenas estudos que necessariamente tenham aplicação prática.

(Com informações do Jornal da USP / Foto: Ernani Coimbra)

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